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A creatina está de volta!

creatina2Após a proibição da creatina no Brasil em 2005 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), houve muita polêmica em torno da decisão já que o país era o único a ter sua comercialização na forma de suplemento alimentar proibida. No dia 27 de Abril de 2010, a ANVISA divulgou novas normas pra comercialização do produto no Brasil, liberando seu uso como suplemento alimentar, alegando comprovação científica e sugerindo formas de uso a fim de prevenir danos à saúde.

O QUE É A CREATINA?

Nosso corpo utiliza vários meios para obter energia e realizar trabalho (movimento / atividade) de acordo com a rapidez com que essa energia é fornecida. O sistema ATP-CP (fosfocreatina) é o mais veloz nessa tarefa, porém também é o que se esgota mais rápido, com duração média de 10 segundos. Sendo assim, ele se torna o principal sistema de energia utilizado em exercícios de alta intensidade e curta duração.

O ATP (Adenosina Trifosfato) é a moeda de energia corrente no nosso organismo(forma de energia que utilizamos para gerar trabalho). A equação é simples, nós temos um estoque de ATP armazenado nas células pronto para ser utilizado. A hidrólise do ATP – processo que quebra uma ligação fosfato liberando energia – gera uma molécula de ADP (Adenosina Difosfato). E onde a creatina entra em cena? Exatamente nesse momento. A creatina fica armazenada no músculo sob a forma de creatina livre (33%) e Fosfocreatina (66%), sendo esta última a responsável pela regeneração do ADP em ATP, disponibilizando energia novamente para a célula. Resumindo, a fosfocreatina permite a reciclagem de ATP. Além disso, a creatina livre também se transforma em fosfocreatina, podendo participar desse processo.

A ideia por trás da suplementação de creatina é aumentar esses estoques de creatina livre e fosfocreatina para aumentar o tempo de fornecimento rápido de energia para a célula (em até 10 segundos), aumentando por consequência o desempenho, a força e adiando a chegada da fadiga, como nos exercícios de levantamento de pesos, musculação, 100m rasos, entre outros.

Outro papel fundamental da creatina no auxílio ergogênico é o aumento da Síntese (formação) de proteínas, base para a constituição do músculo. A creatina leva água para dentro da célula e esse “enchimento” aumenta a síntese de proteínas e também de glicogênio, por constituir um sinal anabólico (de crescimento e formação) celular. Esse aumento na retenção hídrica celular causa o que chamamos de “inchaço”, deixando a pessoa literalmente inchada durante o uso da creatina, porém esse efeito é perdido em no máximo 1 mês após uso, tempo necessário para os estoques de creatina e fosfocreatina musculares voltarem ao normal. O que resulta desse processo é um músculo maior e mais potente.

O Brasil ainda aguarda o registro de produtos à base de creatina, após a recente liberação da ANVISA. Isso, entretanto não deve demorar a acontecer. Muitos consumidores brasileiros compram a creatina por meios ilícitos, que nem sempre garantem a qualidade e pureza do produto. Assim que a primeira creatina for registrada a SNC terá disponível para seus clientes. Enquanto isso, o que se encontra são os precursores de creatina, que estão disponíveis para compra.

Mas como utilizar a creatina? Quais são os seus malefícios? É verdade tudo que dizem por aí? Essas e mais algumas perguntas serão respondidas na nossa próxima matéria sobre a creatina, pondo fim a mitos e esclarecendo cientificamente tudo sobre a creatina. Fiquem ligados e até lá!

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