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Disbiose, a causa de todos os males.

vilosOs orientais, séculos atrás, já diziam que toda doença começa no intestino. Hoje, sabemos que existe uma íntima relação entre saúde e intestino, mediada pelo que denominamos de permeabilidade intestinal a qual atua como canal entre nutrientes e circulação sistêmica e como barreira contra diversas toxinas. Quando essa barreira está comprometida ocorre um aumento das bactérias maléficas em detrimento às benéficas, a isto chamamos disbiose intestinal.

Agora você deve estar se questionando, existem bactérias boas? E a resposta é, sim, elas existem e, no caso das que colonizam nosso intestino, ajudam a converter fibras da dieta em ácidos graxos de cadeia curta, auxilia a fermentar carboidratos que permaneçam mal absorvidos ou resistentes à digestão, continuam a digestão de alguns materiais que resistiram à atividade digestiva prévia, dentre outras funções.

E o que pode causar a disbiose? O uso indiscriminado de antibióticos e de antiinflamatórios hormonais e não-hormonais; o abuso de laxantes; o consumo excessivo de alimentos processados em detrimento de alimentos crus; a excessiva exposição a toxinas ambientais e o estresse. Podemos considerar também outros fatores que levam ao estado de disbiose, como a idade, o tempo de trânsito e pH intestinal, a disponibilidade de material fermentável e o estado imunológico do indivíduo.

O grande perigo está quando se combina ou provoca outros distúrbios, como o aumento da permeabilidade intestinal. Por exemplo, em um quadro de microbiota anormal, ocorre uma inadequada quebra de peptídeos e reabsorção de toxinas do lúmen intestinal, estas toxinas por sua vez caem na circulação portal e podem produzir efeitos farmacológicos como letargia, este fenômeno pode acarretar em uma grande quantidade de doenças, que vão de depressão a artrite reumatóide.

Fatores como alimentação pobre em nutrientes, estresse e uso indiscriminado de antibióticos e de antiinflamatórios, podem provocar constipação intestinal (“intestino preso”) gerando presença de fezes putrefativas no cólon que liberam toxinas para todo o organismo. Caso essas toxinas sejam absorvidas pela pele podem provocar um quadro de urticária e acne, e pelas articulações podem gerar quadros de inflamação e até mesmo lesões articulares como a artrite reumatóide. O desequilíbrio da microbiota intestinal chega a ponto de impedir as funções normais do cólon, provocando diarréias constantes.

E se você pensa que para por aí, saiba que a elevação de bactérias nocivas também está relacionada com o desequilíbrio na produção das secreções pelos órgãos que a compõem. Isto pode acarretar em insuficiência pancreática, diminuição da função biliar, deficiência de ácido clorídrico e, finalmente, dano ao funcionamento intestinal.

Até mesmo a sua alegria pode estar correndo risco por conta da disbiose, pois alguns microorganismos têm o poder de diminuir a formação de serotonina. Além disso, recentemente pesquisadores descobriram que os agentes potencialmente carcinogênicos tornavam-se ativos a partir de sistemas de enzimas das bactérias intestinais, essa bioativação poderia causar o câncer.

A fim de melhorar essa microbiota intestinal a suplementação de glutamina bem como a ingestão prebióticos (FOS e inulina), probióticos (Lactobacillus, Bifidobacterium, Enterococcus e Streptococcus) e simbióticos têm sido uma boa alternativa.

Então, se você vem sofrendo de constipação crônica, flatulência, distensão abdominal, depressão, mudanças de humor, ou qualquer outra enfermidade; fique atento, a causa pode estar na disbiose!

 

Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail       nutricao@sncsalvador.com.br      .

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