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As interferências na absorção de Creatina

degradacaoNa célula muscular, a fosfocreatina (PCr), constitui uma reserva de energia para a rápida regeneração do ATP (transportador universal de energia que utilizamos para gerar trabalho), em exercícios de alta intensidade e curta duração. A PCr  juntamente com o ATP é conhecida como sistema energético do fosfagênio. Em conjunto, podem proporcionar uma potência muscular máxima por um período de 8 a 10 segundos, o que pode significar um sprint de 100m rasos ou uma seqüência de levantamento de peso em um treino de halterofilismo.

Assim, a energia proveniente do sistema do fosfagênio é utilizada para os curtos surtos máximos de potência muscular. E a redução da disponibilidade de PCr é provavelmente uma das maiores limitações para a performance muscular durante esse tipo de atividade.

A insulina, que é um hormônio anabólico, e o IGF-1 (fator de crescimento semelhante à insulina) podem estimular a captação de creatina. Sendo assim, é provável que a atividade física possa estar indiretamente relacionada com uma maior absorção de creatina, já que um dos benefícios do exercício é o aumento da sensibilidade à insulina pelo organismo.

A chegada de proteína e carboidrato no corpo estimula a liberação de insulina. Estudos mostram que a ingestão conjunta de creatina com proteína e carboidrato, ou com uma alta quantidade de carboidrato, aumenta toda a retenção corporal de creatina em 25% a mais do que quando suplementada sozinha. Consequentemente vai haver uma maior elevação dos estoques de PCr, e resposta mais rápida no aumento da performance, ou seja, maior força e melhor recuperação.

Assim como existem fatores capazes de otimizar a captação de creatina, possivelmente existem fatores que atuam de maneira contrária a esse processo. A cafeína tem sido avaliada como um possível inibidor dos efeitos da suplementação de creatina, e a pesar dos mecanismos responsáveis por essa inibição ainda não estarem totalmente esclarecidos, é bom dissociar desde já o uso de fontes de cafeína no mesmo horário da suplementação da creatina, até que haja maiores esclarecimentos sobre essa via de inibição.

A “vida útil” da creatina acaba quando esta é convertida à creatinina, que vai ser eliminada através da urina. A conversão da creatina em creatinina, na maior parte, é um processo espontâneo, que possívelmente sofre interferência da acidês e da temperatura, quanto mais ácido o meio e maior a temperatura, mais vai ser favorecida a formação da creatinina. Então, mais uma dica é não expor a creatina à acidês nem a temperaturas elevadas, para não correr o risco de provocar perdas do produto mesmo antes da ingestão.

 

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