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Nutrição e Sistema Ósseo

ossoMuito se fala a respeito de como deve ser a alimentação para o ganho de massa muscular assim como para perda de peso, o que ingerir para melhorar o aspecto da pele, dentre outros objetivos. Contudo, comenta-se pouco de quais são os principais nutrientes envolvidos numa melhor saúde do sistema ósseo.

O osso possui uma série de funções além da estrutural, como: proteção aos órgãos, sustentação dos músculos, armazenamento de minerais e íons, movimentação, hematopoiese (atribuída à medula óssea), manutenção do equilíbrio ácido-base e auto remodelação. As principais células que constituem esse tecido são: osteoblastos, responsáveis pela mineralização da matriz óssea; osteócitos, que são derivadas dos osteoblastos sendo essenciais para a manutenção dessa matriz; e os osteoclastos, que tem como função a reabsorção óssea. Além disso, possui um componente inorgânico, onde se encontram o cálcio, fósforo, magnésio, sódio, potássio, bicarbonato e citrato, e um componente orgânico, no qual se localizam fibras (principalmente o colágeno tipo I) e glicoproteínas, como osteopontina e osteocalcina.

A relação entre alimentação e osso começa desde cedo, no embrião, quando as células pluripotentes dão origem a três sistemas: sistema ósseo, sistema sanguíneo e sistema imunológico. Nesse período, alguns nutrientes são importantes para a síntese de DNA e diferenciação celular, a exemplo do zinco, ácido fólico, vitamina B12 e vitamina A, sendo que a deficiência deste último pode resultar uma inibição da verdadeira formação do osso, com uma falha na remodelagem e reabsorção dos ossos cranianos, aumentando o risco de lesões para o sistema nervoso central. A vitamina C também exerce um papel importante, ocorrendo uma produção deficiente de colágeno e matriz óssea quando ingerida de forma inadequada. A vitamina K auxilia no desenvolvimento precoce do esqueleto e na manutenção do osso maduro.

Outro micronutriente importante é a vitamina D, responsável pela ossificação de cartilagens epifisárias, além de participar do metabolismo do cálcio e do fósforo. Sais de fósforo são encontrados em tecidos mineralizados, sendo fundamental na sua estrutura. O cálcio também é armazenado nos ossos e tem função de fortalecê-los. Para isso, é preciso sempre manter os níveis de calcemia adequados, pois uma deficiência desse mineral acarreta em uma mobilização dessas reservas, contribuindo para a sua fragilidade.

Alguns hormônios estão envolvidos no metabolismo ósseo. Quando há um aumento do cálcio no sangue, a calcitonina inibe a reabsorção óssea, evitando a liberação de cálcio. Em contrapartida, quando ocorre um decréscimo de cálcio na corrente sanguínea, o paratormônio estimula a reabsorção óssea e mobiliza o cálcio. O estrogênio exerce um papel importante, ajudando a preservar a densidade óssea. Por isso, existe um maior risco de osteoporose após a “menopausa”. Já o hormônio do crescimento (GH) contribui para a retenção de cálcio, com consequente enrijecimento e aumento da mineralização dos ossos. Por outro lado, um aumento dos níveis dos glicocorticoides prejudica a função óssea, pois diminui a calcemia e inibe os osteoblastos, diminuindo a formação da matriz óssea.

Portanto, uma maior atenção deve ser dada aos nutrientes que auxiliam para uma melhor manutenção da massa óssea, pois com esse tecido fortalecido, suas inúmeras funções serão realizadas com uma maior eficácia.

 

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