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Um paradoxo da fonte de energia.

gasMuitas pessoas atualmente contam calorias, no meio esportivo isso é bastante comum. Mas contar calorias é suficiente para manter a saúde e um bom desempenho esportivo?

Vamos comparar o corpo humano como um motor de um carro. Podemos abastecer o carro com diferentes tipos de combustíveis, sendo que todos irão fornecer energia para o carro andar, contudo o carro tem maior desenvoltura e performance com determinado tipo de combustível, enquanto outro tipo pode torna-lo mais lento e menos eficaz e sempre com a sensação que deveria ser abastecido novamente.

Assim o é com os carboidratos, que são nossa principal fonte de energia. Temos diferentes tipos de carboidratos: os carboidratos refinados e processados, como, por exemplo, o xarope de milho com alto teor de frutose e a sacarose (açúcar de mesa), que são encontrados principalmente em produtos de panificação, néctar de frutas, sucos concentrados de caixa, salgadinhos industrializados, catchup, molhos prontos, os quais reduzem o desempenho do corpo; e os carboidratos integrais e complexos e ainda os carboidratos simples, de fontes mais naturais, os quais promovem uma melhor regulação do nosso organismo levando ao melhor desempenho esportivo.

Mas o porquê de tudo isso? Se todos são fontes de energia qual a diferença?

O consumo de produtos que tenham doses muito elevadas de sacarose (açúcar) ou de frutose (xarope de milho) alteram a flexibilidade metabólica do corpo. A frutose em altas doses nos produtos alimentícios, que tem uma composição baixa em fibras, vitaminas e minerais, leva a uma inundação do nosso corpo com precursores lipogênicos (formadores de gordura) e promove a gliconeogênese (formação de nova glicose), gastando assim muito ATP, nossa moeda de energia celular. Ocorre também um aumento do AMP quinase na tentativa de repor o ATP e uma diminuição do malonil CoA, importante regulador para os processos de fome e saciedade, desregulando a liberação de neurotransmissores anorexígenos e orexígenos. O que leva ao aumento da ingestão alimentar.

Os carboidratos refinados também promovem a alta liberação de insulina. A insulina por sua vez é um hormônio anabólico que leva a captação de triglicerídeos e a glicogênese. Esses processos demandam muito ATP, que combinado com a baixa ativação dos processos de produção de energia se torna um paradoxo da produção de energia, ou seja, a hiperinsulinemia constante leva a lipogênese e ao mesmo tempo leva as células a uma “fome interna”, levando novamente à sensação de fome e letargia.

Em ratos analisados com esse tipo de dieta, ao longo de 2 a 5 semanas foi observado mudanças no metabolismo. Portanto, um praticante de atividade física, ao melhorar o perfil de carboidratos da sua dieta melhora a produção de energia e o seu desempenho. Assim há fundamento em dizer que existem carboidratos que alimentam de verdade a nossa célula e outros que não.

Esse conceito de qualidade dos alimentos ainda é pouco conhecido pelas pessoas e pouco utilizado pelas políticas de saúde pública, apoiado pelas indústrias que focam somente a quantidade dos macronutrientes e cortam a gordura dos produtos acreditando que é o principal problema da obesidade, incentivando às pessoas a comerem uma dieta rica em carboidratos sem levar em consideração qual o tipo. Essa é uma nova visão que precisa ser abordada. Leiam os ingredientes dos rótulos e não somente a quantidade de calorias.

Drª Lídia Loyola

Nutricionista Clinica e Esportiva

71 3247 – 6711 / 8238-8182

 

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