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Importância do Equilíbrio Ômega 3/Ômega 6

fatÉ comum vermos na televisão, internet e nos demais meios de comunicação, o incentivo ao consumo de alimentos como salmão, sardinha, linhaça, hortaliças (principalmente as folhas verde-escuras), dentre outros. Mas por que devemos aumentar essa ingestão?

Esses alimentos são ricos em ácidos graxos ômega-3 (ácido linolênico) e possuem uma propriedade anti-inflamatória. Já outros alimentos (carnes de maneira geral, leite e derivados, ovos), são ricos em ômega-6 (ácido linoleico) sendo pró-inflamatórios. Esses ácidos graxos são classificados como essenciais, ou seja, nosso corpo não consegue sintetizá-los e tem de ser obtidos através da alimentação. Os principais representantes são os ácidos eicosapentaenóico (EPA) e docosahexaenóico (DHA) da família ômega-3 e o ácido araquidônico da família ômega-6.

A cada dia a população aumenta o consumo de alimentos ricos em ômega-6 em detrimento dos alimentos ricos em ômega 3,  favorecendo o processo inflamatório. Esse mecanismo ocorre porque esses ácidos graxos competem pela enzima delta-6-dessaturase, que é uma chave clássica e comum para ambas as vias metabólicas. O ácido linoleico dá origem a prostaglandinas da série 2, tromboxano A e leucotrienos da série 4. Estes são importantes mediadores bioquímicos envolvidos na infecção, inflamação, lesão tecidual, modulação do sistema imune e agregação plaquetária. Por outro lado, na via do ômega-3, prostaglandinas da série 3, tromboxanos A e leucotrienos da série 5 são formados, atuando no processo anti-inflamatório e não reduzindo o potencial de ação do sistema imunológico.

A inflamação provocada pelo desequilíbrio ômega-3/ômega-6 é classificada como crônica e está associada a diversas doenças como câncer, diabetes, asma, Alzheimer, doenças cardiovasculares e autoimunes, dentre outras. Quanto menor for a proporção ômega-6/ômega-3, menor será o poder inflamatório da dieta, ajudando a prevenir tais enfermidades.

Além disso, adotar um estilo de vida saudável, aumentar a ingestão de alimentos com baixo poder pró-inflamatório (chá verde, azeite de oliva extravirgem, alho, cebola, atum) e reduzir alimentos com alto poder pró-inflamatório (pão francês, bolos, chocolate, produtos embutidos), contribuem para prevenir futuras complicações.

 

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2 comentário

Denivaldo Luz 20 de maio de 2018 at 12:21

Não consegui ver a proporção considerada ideal para o consumo de omega 6 e 3.

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Lara Cerqueira 23 de maio de 2018 at 16:24

Olá, Denivaldo.
A relação ideal ainda não é bem estabelecida, alguns estudiosos sugerem 5:1, enquanto outros descrevem variações de 10:1 até 2:1. O que está bem estabelecido é que a consumo atual, que chega a 20:1, é inadequado e traz transtornos inflamatórios.
Estamos a disposição para maiores esclarecimentos.

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