Sem categoria

Glutamina e sistema imunológico

glutamina_imunidadeA glutamina é o aminoácido livre mais abundante no músculo e no plasma humano, sendo também encontrada em concentrações relativamente elevadas em muitos tecidos. É um aminoácido importante para o crescimento e a diferenciação celular, transporte de cadeia carbônica entre os órgãos e fornecimento de energia para células de rápida proliferação, como os enterócitos e as células do sistema imune.

Não se trata, entretanto de um aminoácido essencial, uma vez que pode ser produzida pelo corpo humano a partir do glutamato ou acido glutâmico, porém pode ser caracterizada como um aminoácido condicionalmente essencial, quando há um aumento na demanda de glutamina nos tecidos, como por exemplo em situações de hiper-catabolismo, grandes cirurgias, queimaduras extensas, infecções, inflamações, no jejum prolongado e em exercício físico de alta intensidade. Nessas situações a necessidade pode ser maior do que a produção do organismo proporcionando um déficit de glutamina.

Este aminoácido tem despertado bastante interesse por sua capacidade de interferir no funcionamento de células do sistema imune, pois é uma fonte energética importante para os macrófagos, linfócitos e demais células do sistema imunológico, que utilizam a glutamina de forma semelhante à utilização da glicose.

O musculo esquelético é quantitativamente, o principal tecido de síntese, estoque e liberação de glutamina. Alterações drásticas do metabolismo muscular podem modificar a taxa de produção/liberação de glutamina, alterando, assim, a funcionalidade do sistema imunitário. É interessante observar, que exercícios de alta intensidade e de longa duração, como o praticado por maratonistas e corredores de média e longa distância, apresentam alta incidência de infecções, particularmente no trato respiratório. Isso poderia decorrer da alteração na liberação de glutamina pelo músculo esquelético, durante a fase pós-atividade física intensa.

Em estudo realizado com maratonistas, observou-se que, após uma prova, a concentração plasmática de glutamina apresentou-se reduzida em 20% na primeira hora. Essa diminuição, bem como o aumento na concentração de glicocorticoides, em virtude do estresse induzido pelo exercício, pode contribuir para redução da capacidade de resposta do sistema imune e aumento da susceptibilidade do atleta em adquirir infecções oportunistas.

Alguns estudos observaram que a suplementação oral de glutamina após exercício intenso e de longa duração é eficiente para manter sua concentração ao final dele, aumentar a razão dos linfócitos e diminuir a incidência de infecções nos sete dias posteriores.

Além disto, a depleção da glutamina exerce impacto negativo sobre a funcionalidade da mucosa intestinal. Isto contribui para alterações na barreira do epitélio digestivo, as quais, aliadas a outras situações que debilitam a mucosa, como a má perfusão e as alterações hormonais, acabam por predispor à translocação bacteriana e a infecções.

Os potenciais efeitos benéficos da suplementação da glutamina são:

• Aumentar a síntese de glutationa, potencializando as defesas antioxidantes.
• Manter a integridade da mucosa intestinal (fonte energética para enterócitos – células intestinais), evitando a translocação bacteriana – mudança de local de uma bactéria, o que pode resultar numa infecção generalizada.
• Aumentar a síntese de proteínas da resposta inflamatória, atenuando o processo inflamatório.
• Preservar a função imune, servindo de fonte energética para linfócitos e precursores de citocinas.

 

Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail  nutricao@sncsalvador.com.br

Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor.

Curta a nossa página no Facebook e não perca nenhuma notícia e/ou promoção

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.