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Soja, isoflavonas e o colesterol

sojaDesde 1940, a soja vem sendo investigada como agente redutor de colesterol, devido a baixa incidência de DCV em países onde ela é consumida largamente na dieta. Porém não podemos esquecer que nesses países também há baixa ingestão de gordura saturada, além de um estilo de vida bem diferente do ocidental, longe dos fast-foods, com suas batatas fritas, sorvetes e hambúrgueres cheios de gordura saturada, além do sedentarismo.

Em outubro de 1999, o Food and Drug Administration (FDA) autorizou o anúncio, em embalagens de proteína de soja, que o produto diminuía risco cardiovascular, baseado em estudos que a adição de quantidades a partir de 25g/dia desse composto, como suplemento alimentar (contendo cerca de 50mg de isoflavonas), associado a dieta pobre em gordura levaram a redução de colesterol total ,LDL e triglicerídeos.

Tais benefícios podem ser atribuídos a presença de isoflavonas, que são compostos bioativos presentes na soja e seus derivados. Estes compostos possuem entre outras funções, o potencial de serem antioxidantes, protegendo então as lipoproteínas da oxidação pelos radicais livres, que é a grande responsável pelo desenvolvimento da aterosclerose.

Além disso, o consumo da soja e suas isoflavonas aumentam a degradação e depuração de colesterol através de algumas funções: aumento de secreção biliar, inibição da síntese de colesterol endógeno, aumento da regulação do receptor de colesterol (aumento da expressão do RNAm para o receptor de LDL em células mononucleares) e aumento da função tireoidiana.

Em um estudo, Anderson e cols. comprovam que 47g de proteína de soja/dia (contendo 100mg de isoflavonas) promoveu a redução de 9,3% no colesterol total, 19,9% no LDL e 10,5% em triglicerídeos, porém não houve alterações significativas nos valores do HDL e VLDL. Observou-se também que, quanto maior o colesterol total, maior o percentual de redução.

O uso de pílulas ou extratos contendo 40 a 150mg ao dia de isoflavonas isoladas não apresentam os mesmos efeitos redutores de colesterol de uma alimentação rica em soja e da suplementação alimentar com proteína de soja.

Existe um conceito da fitoterapia o qual argumenta que os alimentos devem ser usados de forma integral, pois a extração do princípio ativo elimina outros componentes que atuariam em sinergia com a substância principal para exercer os seus efeitos benéficos.

Observou-se em um estudo que o LDL-colesterol retirado de indivíduos que usaram proteína de soja, parece ser também mais resistente à oxidação in vitro. Foi observada ação antioxidante da quercetina (um tipo de isoflavona) in vitro, o que poderia gerar uma proteção contra o dano oxidativo ao LDL implicado na aterogênese. No entanto, a absorção deste flavonoide é pequena. Genisteína e daidzeína (as isoflavonas da soja) têm efeitos antioxidantes menos eficazes que a quercetina in vitro mas, como são melhores absorvidas, poderiam ser suficientemente biodisponíveis para agir in vivo.

A proteína da soja é uma alternativa saudável para quem procura melhorar a alimentação e proteger o coração.

 

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