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Nutrição para o Autismo

autismo_nutricaoO autismo é uma doença marcada por um início precoce de atrasos e desvios do comportamento e desenvolvimento. Geralmente, essas alterações aparecem antes dos três anos de idade e podem ser percebidas com alguns meses. A sua etiologia é desconhecida, sendo associada a fatores genéticos e ambientais. Porém, sabe-se que existe uma maior prevalência em crianças do sexo masculino.

Existem algumas características marcantes do autismo, destacando o isolamento como a principal. Alterações no cérebro também ocorrem, principalmente no sistema límbico (centro da emoção, comportamento, aprendizado) e cerebelo. Isto acarreta em uma dificuldade de relacionamento e aquisição de linguagem, grave atraso intelectual, alterações motoras (tiques) e resistência psicológica à mudança. Entretanto, deve-se ressaltar que também existem pessoas autistas com facilidade para o aprendizado. Outros comportamentos também são característicos do autista, como: utilizar pessoas como ferramentas, alternar estados de humor, demonstrar apego anormal a objetos e não demonstrar perigo em situações de perigo.

Além disso, alterações gastrointestinais estão presentes nos autistas. São elas: inflamação do trato gastrointestinal, esofagite, gastrite, refluxo gastroesofágico, deficiência na produção de enzimas digestivas e detoxificantes, aumento da permeabilidade intestinal, disbiose, entre outras. Essas modificações agravam os sintomas da doença, pois substâncias tóxicas ou partículas maiores não conseguem ser digeridas e/ou eliminadas. Um grande exemplo são os peptídeos derivados do glúten (gluteomorfina) e da caseína (caseomorfina), que possuem o mesmo efeito da morfina e de opióides.

Devido à permeabilidade intestinal existente, a caseomorfina e a gluteomorfina alcançam zonas do cérebro, prejudicando o desenvolvimento da linguagem, comunicação e modulação de sensações e emoções. Por possuírem um mecanismo de ação semelhante á morfina, esses peptídeos deixam os autistas viciados em alimentos que contém caseína (leite e derivados) e glúten (massas), pois estes lhe dão uma sensação de prazer. Além disso, alimentação a base de glúten e caseína causa uma hiperatividade, irritabilidade e falta de concentração nessas pessoas.

A dieta sem glúten e sem caseína é uma estratégia desenvolvida que visa reduzir os sintomas desta doença. Geralmente, quando se faz a retirada desses alimentos, os autistas ficam muito agressivos. Porém, com o passar do tempo é perceptível uma melhora nos sintomas da doença, a exemplo da comunicação. Outras medidas também são adotadas para melhorar os sintomas, como a redução da inflamação e permeabilidade intestinal e tratamento da disbiose. Isso é feito através da retirada de alimentos alergênicos, utilização de alimentos anti-inflamatórios e antioxidantes, de enzimas digestivas, probióticos e prebióticos.

Dessa forma, a nutrição contribui para a melhora do quadro do autismo. Vale ressaltar, que essa evolução é lenta e que os familiares devem ter paciência, demonstrando total apoio durante esse processo.

 

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