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Ovário policístico: qual o papel da Nutrição nesta síndrome?

SOPA Síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma doença endócrina heterogênea que atinge em média 5 a 10% das mulheres em idade reprodutiva. Essa patologia geralmente é caracterizada por alterações fisiológicas como oligo/amenorreia (distúrbios menstruais), hirsutismo (crescimento excessivo de pelos em áreas anatômicas características de distribuição masculina) e dosagem de androgênios elevada.

É comum também encontrar nesses indivíduos alterações como resistência a insulina, hipertensão arterial e aumento de lipídeos séricos e todas essas alterações podem ser agravadas pela presença do excesso de peso. A obesidade é um achado em aproximadamente 30 a 70% das mulheres com SOP. Além disso, mulheres com esta síndrome geralmente apresentam maior quantidade de gordura visceral quando comparadas com mulheres sem a doença, mesmo quando não estão acima do peso.

Sabendo da complexa teia que permeia a relação da SOP com a obesidade, as recomendações para o seu tratamento são voltadas principalmente para a redução do peso e gordura abdominal na tentativa de normalizar os níveis de androgênios, reduzir a resistência a insulina e restabelecer a função reprodutiva. Vários estudos científicos relacionam a existência da síndrome e sintomas associados com o aumento do estresse oxidativo, da inflamação endotelial, do consumo de gordura trans, e redução da grelina (hormônio envolvido no aumento da fome).

Portanto, para amenizar os sintomas relacionados à SOP, mudanças no estilo de vida, principalmente com relação a alimentação, são necessárias. Devem ser priorizadas dietas hipocalóricas (se a perda de peso for necessária), com alto teor proteico, maior teor em gorduras poli e monoinsaturadas em detrimento das saturadas e trans, ricas em fibras e com baixo índice glicêmico. O uso de uma suplementação polivitamínica e polimineral também pode ajudar na melhora dos sintomas por contribuir para o alcance das necessidades diárias de micronutrientes, como o cálcio e vitamina D – envolvidos na maturação folicular, regularidade menstrual, e melhora do hiperandrogenismo – e antioxidantes (vitaminas A, E e C, zinco, selênio). A prática regular de exercício físico em conjunto com uma alimentação saudável podem ser considerados os principais aliados das mulheres que sofrem dessa patologia e desejam melhoras dos sintomas e maior qualidade de vida.

 

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