Metabolismo energético no treinamento de força

treinamento_de_forcaO treinamento de força é exercício com o objetivo de aumentar sua força física. Alguns autores trazem que o treinamento de força, treinamento resistido ou treinamento com pesos são sinônimos.

Enquanto o treinamento de endurance ou aeróbio consiste na realização de exercícios que predominantemente necessitam do oxigênio para a produção de energia, tais como corrida, ciclismo e remo. Estes exercícios são fundamentais para aprimorar as capacidades pulmonar e cardiovascular. O treinamento de força é uma modalidade de exercícios resistidos onde o indivíduo realiza movimentos musculares contra uma força de oposição, como por exemplo, os exercícios com pesos.

O treinamento de força está intimamente associado com alguns atributos relacionados à saúde e ao desempenho atlético, como melhora da composição corporal (aumento da massa magra e diminuição da gordura corporal), resistência cardiovascular, força muscular, resistência muscular, flexibilidade, agilidade, equilíbrio, potência, tempo de reação e coordenação motora.

O corpo humano dispõe de três vias metabólicas ou produtoras de energia, sendo que a predominância de uma ou outra depende da intensidade e duração da atividade física. Os sistemas energéticos do corpo humano são: sistema anaeróbio alático (ATP-CP) – este é o sistema de energia imediata no corpo, onde há predomínio de esforços explosivos, ou seja, movimentos que necessitam de rapidez e força, como interceptar uma bola em movimento ou mesmo correr intensamente para pegar um ônibus; sistema aneróbio lático (glicolítico) – para manutenção de esforços de alta intensidade por mais tempo, como uma prova de natação de 100m rasos; sistema aeróbio (oxidativo) – é o sistema de energia a longo prazo.

Os sistemas energéticos ATP-CP, glicolítico e oxidativo atuam simultaneamente, havendo assim predomínio de um ou outro dependendo da duração e intensidade do treino. Geralmente, nos treinamentos de força, há um predomínio dos sistemas energéticos ATP-CP e glicolítico, sendo a glicose e o glicogênio (estoques de glicose no organismo) depletados, havendo, na maioria das vezes, necessidade de reposição de carboidratos após o treino.

No treinamento de força, há aumento do dispêndio/gasto energético nos exercícios que envolvem grandes grupos musculares; alta intensidade; grande volume de treinamento; menores intervalos de recuperação, o que pode implicar em uma perda de massa corporal gorda, sendo muito importante sua aplicabilidade naqueles indivíduos que estão acima do peso.

 

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Um treinamento de força, uma vez associado à musculação, pode gerar hipertrofia muscular, desde que a ingestão protéica seja compatível com as atividades físicas desenvolvidas. Mas, vale a ressalva, que diante de tantos atributos, o uso de um treinamento de força deve ser utilizado por pessoas que têm outros objetivos que vão além de um aumento de massa corporal magra.

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