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Avaliação bioquímica do atleta

avaliacao_bioquimicaA prática de exercício físico proporciona muitos benefícios à composição corporal e principalmente à saúde. No caso dos atletas, esse exercício deve ser acompanhado de perto, pois as alterações fisiológicas, bioquímicas e os desgastes nutricionais devido à sua rotina de treinamento podem comprometer os benefícios proporcionados, caso não haja uma compensação adequada.

Além de uma boa alimentação, treinamento e descanso apropriados, o atleta deve fazer periodicamente uma avaliação bioquímica a fim de prevenir ou tratar possíveis irregularidades. Em relação à lesão muscular, alguns marcadores são utilizados como a creatina quinase (CK), lactato desidrogenase (LDH), fragmentos de cadeia pesada de miosina (MHC), mioglobina e troponina-I. Essas são utilizadas porque são moléculas que se encontram no citoplasma e não possuem a capacidade de atravessar a membrana sarcoplasmática. A CK é a utilizada com maior frequência, especificamente a CK-MM, encontrada predominantemente no músculo esquelético.

Alguns marcadores inflamatórios também são utilizados, em especial a proteína C-reativa (PCR). A PCR é uma proteína de fase aguda que apresenta aumentos durante a lesão tecidual, como no caso do exercício físico. A resposta aguda pode estar relacionada proporcionalmente ao dano muscular e à quantidade de exercício realizado.

O organismo do ser humano possui um sistema antioxidante que tem o papel de combater os radicais livres. Além disso, o treinamento físico é capaz de gerar adaptações, prevenindo os efeitos nocivos causados por essas moléculas. Entretanto, quando há uma sobrecarga no treinamento, os níveis de radicais livres podem ser maiores que a capacidade antioxidante do corpo, conhecido como estresse oxidativo. Nessas situações, os atletas apresentam maiores índices de lipoperodixação, que é avaliada pelo nível de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), mioglobina e CK-MB plasmáticos e uma queda nas enzimas antioxidantes.

Outros indicadores de lesão oxidativa como a quimioluminescência urinária e o teste de malondialdeído são muito utilizados. A queda dos níveis de glutamina no plasma também tem sido utilizada como um possível indicador do estresse oxidativo, principalmente naqueles exercícios exaustivos e prolongados.

A anemia no esporte merece uma atenção especial, em virtude da participação do ferro no metabolismo energético e da pouca ingestão desse mineral na dieta. Alguns fatores contribuem para a depleção do ferro no esporte como: hemorragia gastrintestinal – principalmente em corredores de longa distância; hemólise por impacto – causada por traumas mecânicos nos capilares; hemólise por radicais livres – caracterizada pela liberação do ferro da hemoglobina, devido à vulnerabilidade dos eritrócitos ao estresse oxidativo; perdas férricas através da transpiração e perdas fisiológicas – como no ciclo menstrual. Deve-se ter cuidado na detecção da anemia esportiva, pois os atletas sofrem adaptações fisiológicas, como a expansão do volume plasmático, promovendo uma hemodiluição.

Assim, alguns parâmetros bioquímicos podem ser avaliados com o intuito de prevenir ou tratar anormalidades que interferem num melhor condicionamento do atleta.

 

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