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Degradação proteica em exercícios de força: mito ou verdade?

forcaO treinamento de força é um método de treinamento que envolve a ação voluntária do músculo esquelético contra alguma forma externa de resistência, que pode ser fornecida pelo corpo, pesos livres ou máquinas. Tanto no treino de força quanto no treino aeróbio, os sistemas energéticos ATP-CP, oxidativo e glicolítico atuam simultaneamente, havendo assim predomínio de um ou outro dependendo da duração e intensidade do treino. Apesar dos três sistemas estarem envolvidos na produção de ATP para fornecimento de energia, durante o treinamento de hipertrofia há predomínio dos sistemas ATP-CP e glicolítico, sendo que a atuação do sistema oxidativo acontece principalmente durante os períodos de recuperação entre as séries.

No músculo animal, as fibras mais oxidativas (mais requisitadas nos treinos de endurance) tem uma maior taxa de turnover proteico do que as fibras menos oxidativas e mais glicolíticas (mais utilizadas no treino de força), mas ainda não se tem determinado de maneira definitiva se isso é verdade para a musculatura humana. As evidências atuais sugerem que não. O efeito de séries de exercícios resistidos sobre o metabolismo intermediário de aminoácidos do músculo ainda não foi estudado detalhadamente, em parte pelo fato dos períodos de atividade serem muito curtos para resultar em mais do que rápidos aumentos na taxa de utilização de ATP e glicogenólise, com uma pequena parte de metabolismo oxidativo envolvido. Aparentemente o treino com pesos causa um pequeno ou nenhum efeito na oxidação de aminoácidos, sugerindo que o uso de proteína como um combustível não deve ser levado em conta nesse tipo de exercício.

Independente da incerteza que há sobre o que ocorre durante o exercício de força, não existe dúvida de que após esse tipo de treino a proteólise muscular está elevada. Antes, o músculo em exercício está em balanço aminoacídico negativo, e essa situação apenas é levemente melhorada pelo exercício resistido vigoroso, por que, ainda que a síntese proteica muscular aumente aproximadamente em duas vezes, a taxa de degradação, que é significativamente maior do que a taxa de síntese no estado pós-absortivo, também aumenta em torno de 30 a 50% por 3h depois do exercício, desse modo mantém o balanço negativo. No entanto, o aumento da degradação muscular parece ter uma duração menor do que a de síntese (24h versus 48h, respectivamente).

Exercícios intensos ou prolongados, especialmente exercícios excêntricos, podem resultar em aumento do dano muscular. No entanto, ainda não foi descoberto um link direto entre dano muscular e degradação proteica. O que se acredita que pode existir é uma amplificação da resposta de degradação proteica ocasionada pela lesão muscular.

Portanto, se existem ou não alterações na degradação proteica muscular durante o exercício de força, ainda não se sabe ao certo. No entanto, existem dados suficientes para sugerir que a degradação proteica muscular está elevada após esse tipo de exercício. Isso não deve ser motivo de preocupação já que um ganho na massa muscular após o exercício é conseguido simplesmente com uma maior disponibilidade de aminoácidos durante o período pós-atividade física. Aproximadamente 20 gramas de proteína de alta qualidade é suficiente para conseguir uma resposta de síntese máxima, e consequentemente, causar um aumento da massa muscular.

 

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