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Inflamação e exercício físico, bom ou ruim?

inflamacaoO processo inflamatório ou inflamação caracteriza-se como uma resposta de defesa do organismo frente a um agente agressor, cujo objetivo e promover a cura/reparo. As células do sistema imune estão amplamente distribuídas pelo organismo, mas quando se instala um processo infeccioso, há a necessidade de concentrar estas células e seus produtos no local da infecção. Este processo se manifesta como uma inflamação e compreendem três eventos principais, aumento do suprimento sanguíneo para área afetada, aumento da permeabilidade capilar ocasionado pela retração das células endotelial, com consequente escape de moléculas maiores, permitindo então, que os mediadores solúveis da imunidade atinjam o local da infecção, migração dos leucócitos, dos capilares para os tecidos circundantes.

A aplicação de sobrecarga provocada pelo exercício provoca microtraumas de graus variados no tecido muscular, tecido conjuntivo e tecido ósseo. Esses microtraumas são considerados como danos temporários e reparáveis, porque resultam em uma resposta inflamatória aguda, orquestrada, dentre outros, por neutrófilos e macrófagos, cuja função e a limpeza, reparo e desenvolvimento dos tecidos previamente danificados.

Há certa dificuldade em distinguir os processos envolvidos na inflamação do músculo quando concernem os mecanismos de crescimento e reparo. Portanto, as respostas de células inflamatórias ao tecido são decorrentes de ajustes ocorridos em toda a estrutura contrátil a fim de fazer o músculo crescer ou são devidas a um quadro inflamatório com perfil catabólico?

A inflamação é considerada um processo altamente benéfico e necessário quando relacionada ao treinamento físico regular e sistematizado, uma vez que em conjunto com a ação de hormônios e outras moléculas sinalizadoras são responsáveis pela regeneração e reparo das estruturas danificadas.

É importante ressaltar que evidencias experimentais claras, mostrando as adaptações referentes ao controle da inflamação pelo treinamento físico regular e sistematizado ainda são incipientes, embora existam bons artigos de revisão, propondo que essa pratica produza um ambiente anti-inflamatório protetor. Ou seja, um aumento na condição orgânica pro-inflamatória pelo estimulo do exercício agudo seria contrabalançado pelo ambiente anti-inflamatório crônico, que restringiria a magnitude e duração da inflamação e proporcionaria regeneração tecidual e adaptação.

Por outro lado, a literatura também sugere que os efeitos benéficos do treinamento físico sobre a modulação da inflamação dependem da qualidade e quantidade de estímulos, que estão diretamente relacionadas, também, ao tempo de descanso entre estímulos, de modo a evitar o surgimento da condição de overtraining. O overtraining caracteriza-se por um processo continuo de treinamento intensificado sem a recuperação adequada, e pode induzir alteração no padrão de ativação e regulação do processo inflamatório afetando negativamente o desempenho e o estado de saúde do atleta.

 

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