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Insulina e Síntese Proteica

Protein_SynthesisA insulina é um hormônio produzido pelas células β das ilhotas de Langerhans, que ficam localizadas no pâncreas. Tal hormônio participa do metabolismo dos macronutrientes, tendo efeitos anabólicos.

Em relação aos carboidratos, os efeitos mais proeminentes acontecem no fígado, músculo e tecido adiposo. No fígado, inibe a gliconeogênese e reduz a degradação do glicogênio, assim como aumenta a síntese deste, acontecendo o mesmo no músculo. Ainda no músculo, aumenta a captação de glicose, processo este que também acontece no tecido adiposo. No próprio tecido adiposo, a insulina inibe a lipase hormônio sensível, com consequente redução dos níveis de ácidos graxos circulantes. Outra função nesse tecido é de aumentar a atividade da lipase lipoproteica, favorecendo assim a lipogênese.

A influência da insulina no metabolismo das proteínas é muito discutida, pois este hormônio favorece a síntese proteica, além de inibir a proteólise. No mundo esportivo, a tradicional ingestão de proteína com carboidrato após o exercício resistido é bastante difundida. Isso porque tanto a proteína como o carboidrato e o próprio exercício ativa uma via de sinalização proteica, a proteína alvo da rapamicina em mamíferos (mTOR). Mas será que é necessária essa ingestão de carboidrato com proteína após o treino? A ingestão somente de proteína não teria efeito?

Essa combinação favorece sim um aumento na síntese proteica. Isso porque a proteína, em particular os aminoácidos de cadeia ramificada, e em especial a leucina, ativa o mTOR por uma via diferente da insulina. A insulina estimula a PKB, que irá ativar o mTOR, com consequente fosforilação da p70S6K. Já os aminoácidos irão estimular o mTOR diretamente, o que provocará a fosforilação não somente da p70S6K como também do fator de iniciação eucariótica (4EBP-1), aumentando assim a tradução do RNAm e a síntese proteica. Assim, os aminoácidos e a insulina agiriam de forma sinérgica sobre a fosforilação da p70S6K e consequentemente na síntese de proteínas.

Porém, isso não quer dizer que quanto mais insulina, mais síntese proteica. Segundo alguns autores, basta uma quantidade permissiva de insulina para mediar aumentos na síntese proteica do músculo esquelético, sugerindo que há um limiar endócrino da insulina. Então não há uma relação de quanto mais carboidrato, mais insulina e mais síntese proteica. Os carboidratos devem ser ingeridos nas quantidades corretas sem a premissa de “quanto mais melhor”.

Dessa maneira, a ingestão de carboidratos e proteína após o treinamento resistido, consiste em uma excelente alternativa para quem busca hipertrofia muscular.

 

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