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O que é efeito placebo?

efeito_placeboA palavra placebo vem do verbo placere que quer dizer agradar e segundo pesquisadores em 1799, ano dos primeiros ensaios experimentais, o efeito placebo já trazia importantes ensinamentos para a ciência médica demonstrando a maravilhosa e poderosa influência das paixões da mente sobre os efeitos de distúrbios do corpo. O efeito placebo é definido como “as mudanças benéficas fisiológicas ou psicológicas associadas com o uso de medicação inerte, intervenções simuladas, ou em resposta a encontros terapêuticos ou símbolos” e estão relacionadas com efeitos terapêuticos não específicos que são, por exemplo, a história e evolução natural da doença, aspectos socioambientais, variabilidade individual, desejo de melhora, expectativas em relação ao tratamento, relação profissional e paciente.

O efeito placebo surge da exposição repetida do individuo a associações de sugestões sensoriais neurais (o ambiente do consultório, cor e forma dos comprimidos), e esse condicionamento cria uma resposta que estaria relacionada com a capacidade dos pacientes de controlarem as flutuações dos órgãos internos por resposta sensorial através da percepção somática ou visceral quando em contato com estas situações.

Essa resposta por parte do paciente pode ser manipulada pelos profissionais de saúde no que diz respeito à melhora relacionada ao tratamento, já que realmente o efeito placebo contribui para um maior conforto imediato, e seu uso tem sido levado em conta pois, ele promove uma melhora subjetiva de 30 a 40% em variadas condições clinicas como dor, asma, hipertensão arterial  e até infarto do miocárdio. Artigos mostram evidencias de que o próprio placebo pode ser um eficiente tratamento médico, pela sua capacidade em promover alívio imediato.

Atualmente poucos médicos prescrevem placebos que são compostos de soluções salinas ou pílulas de açúcar, como no passado, preferem, ao contrário prescrever como placebo vitaminas ou analgésicos que dispensam receita, ou seja substâncias que de certa forma terão alguma ação no organismo; e um número pequeno, porém notável prefere prescrever antibióticos (13%) ou sedativos ( 13%), e ao prescrever o placebo, 68% dos médicos informam ao paciente que o tratamento recomendado é “potencialmente benéfico” mas não “tipicamente utilizado”. Tais dados só reforçam o efeito placebo é uma realidade, e mesmo o tratamento convencional tem maior efeito quando o paciente tem conhecimento de suas etapas demonstrando a expectativa positiva tem papel crucial no desfecho do tratamento.

O reconhecimento da influência no resultado de melhora dos pacientes com o auxilio da expectativa positiva mostra que uma nova postura na relação médico-paciente tem papel fundamental para o resultado; e tal situação abre uma nova alternativa para os profissionais de saúde, não só os médicos, que é válida já que influencia diretamente no resultado dos tratamentos devendo ser usado com muita responsabilidade por estes profissionais com o único objetivo te promover melhora da condição de seus pacientes.

 

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