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Musculação e suplementação: nós, mulheres, devemos temer o ganho excessivo de massa magra?

hipertrofia_em_mulheresO músculo esquelético pode se adaptar as variáveis necessidades funcionais através de um mecanismo quantitativo baseado em mudanças na massa muscular e tamanho da fibra, e um mecanismo qualitativo baseado na mudança da distribuição do tipo de fibra. O exercício físico é o principal fator que age na modulação da massa magra. Uma das marcas do treinamento resistido ou treino de força, como a musculação, é o aumento da área transversal muscular e da produção de força máxima, associado ao aumento do número de fibras do tipo II – aquelas mais requisitadas em exercícios predominantemente anaeróbicos.

Além do treino de força, a ingestão proteica pode ter um papel importante como regulador da massa muscular e da recuperação após o exercício. Especialmente a suplementação da proteína do soro do leite (whey protein) pode ser vantajosa para o ganho de massa magra e para melhorar o balanço proteico muscular após o treinamento. Já se sabe que a adição de whey associada ao exercício resistido é mais anabólico para o músculo esquelético do que apenas a ingestão de refeições mistas durante o dia.

Além da whey protein, existem diversos outros suplementos também utilizados com o objetivo de aumentar a massa muscular, como os hiperproteicos, pré-treinos, creatina, pró-hormonais, dentre muitos outros. O uso desses suplementos é difundido principalmente entre o público masculino, e o que se pode notar, na maioria das vezes, é um certo receio do público feminino na utilização desses recursos. Muitas mulheres possuem esse medo por pensar que poderão obter um ganho excessivo de massa magra associando a musculação ao suplemento, chegando a ficar masculinizadas ou “muito grandes”. Esse pensamento precisa ser desmistificado!

O resultado da hipertrofia muscular vai depender sim do estímulo que damos com a musculação e alimentação/suplementação, porém existem outros mecanismos que regulam esse crescimento muscular – sendo um dos principais a testosterona. Esse hormônio possui uma importante ação anabólica e é, portanto, o responsável pela maior composição de massa magra encontrada naturalmente no sexo masculino, assim como o responsável pela maior facilidade dos homens em aumentar seus músculos através do treinamento de força. Devemos lembrar que um homem produz entre vinte e trinta vezes mais testosterona do que uma mulher, e por esse motivo não devemos nos preocupar com a possibilidade de um ganho excessivo de músculos. A masculinização só acontece quando há o uso de esteroides anabolizantes – prática perigosa que vem sendo bastante difundida nas academias – ou seja, quando mulheres injetam ou administram por via oral o próprio hormônio testosterona ou um de seus derivados, aumentando de maneira suprafisiológica a capacidade de síntese de massa magra.

Não existem motivos para fugir da musculação, mulherada! O treino de força é essencial para garantirmos músculos mais torneados, pele mais firme, e redução do percentual de gordura. Além de uma refeição balanceada, a suplementação pode ser a chave para conseguirmos ganhos mais visíveis em um período mais curto de tempo, sendo uma importante aliada para obtermos de maneira otimizada os resultados tão desejados: um corpo definido e feminino.

 

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