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Carboidratos que aumentam a oxidação de gordura, você já conhece?

 

amido_cerosoOs “novos carboidratos” que entraram no mercado há algum tempo (Waxy Maize, Power Carb, Volumaize, etc.) são compostos basicamente por amido modificado, obtido geralmente do milho, arroz, tapioca ou batata. O amido se torna modificado quando sofre algum tratamento físico, químico ou enzimático com o objetivo de alterar uma ou mais das suas características originais.

Segundo os fabricantes desses produtos, pelo fato de possuírem alto peso molecular e baixa osmolalidade, esses carboidratos teriam uma absorção extremamente rápida – chegando a superar a velocidade de absorção da maltodextrina e dextrose – passando pelo estômago rapidamente, e sendo imediatamente absorvido pelo intestino, sem no entanto causar um pico de insulina. Um estudo com o amido de milho ceroso mostrou que a suplementação com o carboidrato de alto peso molecular resultou em uma resposta mais sustentada da glicose e insulina. No entanto, diferentemente do que afirmam os fabricantes, esse mesmo estudo se refere ao amido de milho ceroso como um carboidrato de lenta absorção, o que justificaria a liberação gradual de glicose para a corrente sanguínea.

Um tipo de amido quimicamente modificado utilizado nesses suplementos alimentares que é conhecido por seu poder emagrecedor é o amido resistente do tipo IV ou RS4 (hydroxypropylated distarch phosphate – HDP). O amido resistente é uma combinação do amido com os produtos da degradação do amido que escapam da digestão no intestino delgado. Portanto, eles possuem propriedades fisiológicas similares as fibras dietéticas.

A ingestão de HDP mostrou aumentar a excreção fecal de ácidos biliares em ratos e seu consumo a longo prazo mostrou prevenir a obesidade induzida por uma dieta com alto teor lipídico através do aumento da capacidade do fígado em oxidar gorduras. Esse aumento na oxidação de gordura e aumento no gasto energético pós-prandial foi também observado em estudos com humanos, e assim como nos estudos utilizando roedores, foi associado a esses efeitos a menor liberação de um hormônio chamado GIP (polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose). O GIP é responsável por estimular o aumento da liberação de insulina a partir do momento que chegam alimentos no trato gastrintestinal. Alguns autores já comprovaram por estudos que um nível sérico de GIP mais elevado reduz o gasto energético em repouso em humanos saudáveis. Por esse motivo, acredita-se que a maior oxidação de gordura e gasto energético observados após a ingestão de refeições contendo o amido ceroso hydroxypropylated distarch phosphate estão de fato ligados a menor liberação de GIP. No entanto, mais estudos ainda são necessários para confirmar a sua eficácia em indivíduos com sobrepeso ou obesidade.

 

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