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Uso de diuréticos por atletas

DiureticosOs diuréticos são considerados agentes terapêuticos que são usados para aumentar o fluxo urinário e a excreção de sódio no intuito de ajustar o volume e a composição dos fluidos corpóreos ou para eliminar o excesso de líquido dos tecidos. Eles são utilizados na terapia clínica para o tratamento de várias doenças, incluindo hipertensão, insuficiência cardíaca, cirrose hepática, insuficiência renal, doenças renais e pulmonares, assim como de uma maneira geral para reduzir os efeitos adversos da retenção de sais e/ou água.

Os diuréticos foram banidos no esporte – tanto na competição quanto fora da competição – em 1988 pelo fato de poder serem utilizados por atletas por algumas razões específicas que beneficiam a sua performance. Dentre elas, está o seu poder como agente mascarador, ou seja, essas drogas atuam diluindo a urina do atleta, e diminuindo a concentração de outra substância proibida utilizada (descaracterizando um caso positivo de doping). Além disso, são também utilizados para se obter uma redução rápida do peso corporal de atletas que participam de esportes com divisão de categorias por peso ou onde o baixo peso corporal seja condição importante na obtenção de resultados, assim como são usados por indivíduos que buscam maior definição muscular, como é o caso dos fisiculturistas.

Atletas que participem de esportes como fisiculturismo, boxe, judô, karatê, halterofilismo, canoagem (peso leve), esqui (saltos), taekwondo, e lutas Greco-romana e livre não podem, independente da justificativa, utilizar diuréticos, uma vez que tais substâncias têm o potencial de melhorar seu desempenho esportivo. Entretanto, quando o esporte praticado pelo atleta não é caracterizado por qualquer benefício decorrente do baixo peso corporal, e esses atletas necessitem do uso dessas substâncias por apresentarem alguma doença dentre as já citadas, o uso de diurético poderá ser admitido.

Dentre os efeitos colaterais decorrentes do uso dos diuréticos – principalmente quando há um uso abusivo – estão: hiponatremia e/ou depleção do volume de líquidos extracelular (associado a hipotensão, colapso circulatório e episódios de tromboembolismo); alcalose metabólica; redução do potássio sérico (que induz arritmias cardíacas); redução do magnésio sérico; aumento do ácido úrico (ocasionalmente levando a gota); hiperglicemia; alguns aumentam os níveis plasmáticos de LDL e triglicérides enquanto diminuem os níveis de HDL; cãibras musculares; impotência (reversível); e hipohidratação.

Alguns diuréticos, a depender da concentração, podem reduzir o VO2 (volume de oxigênio que o corpo consegue obter do ar que está dentro dos pulmões, levar até os tecidos através do sistema cardiovascular e usar na produção de energia). Portanto, a utilização de diuréticos pode até mesmo prejudicar o desempenho em determinadas modalidades esportivas – por diversos motivos, que incluem a maior excreção de minerais e água, redução do VO2 e maior dificuldade em fazer a termorregulação corporal, levando a exaustão de maneira mais rápida. Sendo assim, é imprescindível que atletas que façam o uso de diuréticos sejam criteriosamente acompanhados por médicos, devendo evitar sempre que possível o uso crônico dessas substâncias, desde que estes não estejam sendo utilizados com finalidade terapêutica.

 

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