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Vascularização, como acontece e quais benefícios.

vasodilatadorJá é bem elucidado que a repetição de exercícios de longa duração implica numa maior oxidação lipídica e por consequência aumento do número e na densidade capilar da musculatura. Essa elevação leva a uma série de modificações, VO2 máx e débito cardíaco que trazem melhora no desempenho. A importância do capilar está na interação que ele realiza entre o sangue e a musculatura ativa, por consequência, quanto maior a rede capilar, maior nutrição e aporte sanguíneo a musculatura durante o esforço físico. Esse aumento é mais facilmente visualizado na fibra muscular tipo IIb onde a densidade capilar é menor que nos outros tipos de fibras.

A remodelação e a formação de novos vasos sanguíneos podem ser definidas como angiogênese. Isso ocorre a partir dos capilares já preexistentes. Esse processo é estimulado pelo exercício físico que por sua vez acarreta a formação de óxido nítrico e os IGFs (fatores de crescimento).

O aumento vascular é um dos pontos visuais mais marcantes do exercício físico e vários estudos têm sido voltados a esclarecer essas adaptações impostas pelo exercício físico. Um dos estudos mostrou que o trabalho de endurance durante 1h ou mais aumenta a concentração de mRNA, responsável pela expressão de três fatores de crescimento angiogênico; vascular endotelial growth fator (VEGF), basic fibroblast growth fator (bFGF) e o transforming growth fator (TGF-beta1). A indução da expressão gênica desses fatores angiogênicos de crescimento não são decorrentes da contração do músculo e da perfusão originada do esforço e sim da diminuição do O2 e aumento da produção endotelial de óxido nítrico sintase induzível (iNOX). Esse processo de falta de oxigênio e excesso de NO estimulam a expressão genica de proteínas responsáveis pela neovascularização.

Uma maior necessidade de aporte sanguíneo durante o exercício requer incremento do débito cardíaco, tornando a eficiência coronariana um componente fundamental nesse processo. Diante das adaptações impostas pelo exercício, os riscos de doenças coronárias como, arritmia, aterosclerose e infarto do miocárdio diminuem bastante com a prática de atividade física por ela estimular a liberação de substâncias vasoativas através da expressão genica. Dentre essas substâncias estão prostaciclinas, EDHF (endotelium derived hipperpolarizing fator) e óxido nítrico que vão agir como fatores de relaxamento muscular e controladores do tônus coronariano. Todos esses benefícios são vinculados a uma melhor eficiência na parte muscular do miocárdio, principalmente por alterações no controle de sua resistência.

Estudos se referem ao estresse mecânico (shear) do movimento sobre o endotélio e a maior força de pressão sanguínea aplicada no local por conta da maior perfusão causada pelo esforço muscular como agente mediador da vasodilatação. A suplementação de alguns aminoácidos (arginina e citrulina) associada a esse estímulo mecânico é a chave para uma excelente vasodilatação.

Existem estratégias nutricionais que podem ajudar o indivíduo a aumentar a vasodilatação durante e depois do exercício, melhorando assim o desempenho e a função cardiovascular. Essa estratégia pode ser traçada por um nutricionista esportivo para quem procura alguns desses benefícios.

 

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