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Dores articulares: como tratar?

jointA grande maioria das pessoas apresenta um desgaste da cartilagem com o passar do tempo, seja por causa da sobrecarga exercida sobre a mesma ou por algum outro motivo, como o próprio estilo de vida. Entre os fatores responsáveis por esse desgaste articular estão: obesidade, fatores nutricionais, redução da densidade mineral óssea e sobrecarga articular contínua do esporte.

Algumas atitudes podem ser tomadas visando minimizar esse desgaste da articulação. Dentre essas medidas estão as não farmacológicas como redução de peso, dieta adequada e exercícios de alongamento ou aeróbicos, que tem o intuito de aumentar a força e resistência muscular. Já as medidas farmacológicas incluem o uso de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que aliviam a dor e a inflamação. Porém, vale ressaltar que esses medicamentos não evitam os danos da cartilagem, sendo utilizados para tal benefício os condroprotetores.

A condroproteção é o tratamento capaz de prevenir, retardar, estabilizar ou reverter as lesões da cartilagem. Os suplementos utilizados com esse intuito são denominados de joints e são compostos geralmente por sulfato de glucosamina, sulfato de condroitina, metilsulfonilmetano (MSM) e colágeno hidrolisado.

A glucosamina é um dos principais componentes responsáveis por esse fortalecimento da articulação, pois está concentrada na cartilagem articular e é um precursor importante na biossíntese de moléculas do tecido conjuntivo como o ácido hialurônico, glicosaminoglicanos e proteoglicanos. Além disso, a glucosamina permite que a cartilagem absorva quantidades grandes de água, transmitindo e absorvendo forças de compressão. Também estimula os condrócitos (células da cartilagem) a iniciarem a produção de uma nova matriz cartilaginosa.

A condroitina, assim como a glucosamina, é utilizada para a construção dos proteoglicanos. Dessa forma, auxilia na auto-reparação da cartilagem além de bloquear a atividade de enzimas que destroem a matriz cartilaginosa, a exemplo da colagenase, elastase e hialuronidade. Já utilização de colágeno hidrolisado consiste em uma excelente estratégia para a proteção e reparação das articulações, pois essa proteína faz parte da estrutura da matriz cartilaginosa e tem o papel de fortalecer esse local. Por fim, o MSM é muito empregado nessas situações, pois fornece o enxofre necessário para esse tecido e é um potente anti-inflamatório e analgésico, sendo responsável por reduzir as dores articulares.

Apesar da cartilagem articular possuir características (avascular, aneural e alinfática) que não favoreçam o processo e os sinais clássicos da inflamação, muitos estudos tem identificado a presença de mediadores inflamatórios como a interleucina 6 (IL-6) e o fator de necrose tumoral nesse tecido (TNF-α), principalmente na osteoartrite. Um ponto interessante a ser abordado é que as dores articulares presentes em pacientes obesos muitas vezes são justificadas pelo próprio excesso de peso. Entretanto, os altos níveis de leptina nessas pessoas também contribuem para a dor, inchaço e degeneração da cartilagem, pois os condrócitos possuem receptores para essa adipocina, o que acentua o processo inflamatório e prejudica a mobilidade articular.

Nesse contexto, estudos têm surgido com a proposta de suplementar ômega-3 em conjunto com os condroprotetores. O ômega-3 é um ácido graxo essencial, ou seja, nosso organismo não consegue produzir e deve ser obtido através da alimentação ou suplementação. Por se tratar de um potente anti-inflamatório, o ômega-3 auxiliaria no combate a inflamação presente na cartilagem articular, reduzindo assim a produção dos mediadores inflamatórios, com consequente melhora das dores.

A suplementação de sulfato de glucosamina e sulfato de condroitina geralmente é feita na dose de 1.500 mg e 1.200 mg, respectivamente. Alguns autores trazem que essa dose pode ser fracionada em duas ou até três vezes, porém uma única dose apresenta uma boa tolerabilidade.

Algumas preparações de glucosamina podem ser obtidas através de crustáceos e assim, indivíduos que tenham alergia a mariscos devem evitar os produtos que forem obtidos dessa forma. Por isso, fique sempre atento e procure um profissional capacitado para maiores informações.

 

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