Suplementação com glutamina e efeitos sobre o cortisol

glutaminaO cortisol, conhecido como hormônio do estresse, é um hormônio produzido pelas glândulas adrenais após certos estímulos físicos, como exercício físico, jejum e por estresse emocional.

Os efeitos biológicos do cortisol incluem a diminuição da utilização de glicose pelas células para manter os níveis glicêmicos normalizados.
Para isso, estimula o catabolismo proteico induzindo à gliconeogênese nas células hepáticas e renais, com uso de precursores como aminoácidos, glicerol, lactato e piruvato. Além disso, em sinergismo com outros hormônios, estimula a lipólise no tecido adiposo, atua também como um agente anti-inflamatório, deprime as reações imunológicas e aumenta a vasoconstrição causada pela adrenalina.

Com relação ao exercício, a resposta do cortisol pode variar em relação ao tipo e intensidade, nível de treinamento, estado nutricional e ritmo circadiano do indivíduo. Em exercícios de longa duração ocorre um aumento nos níveis de cortisol, cuja normalização pode demorar de 18 à 24h. Esses níveis tendem a sofrer maiores aumentos em homens não treinados e a sua dissipação também ocorre mais lentamente nesses indivíduos após o exercício. Em atletas, a presença do cortisol, em situações competitivas, pode ser um dos indicadores de estresse, podendo levar a alguma reação, positiva ou negativa, durante as competições. Em exercício de força, o número de séries, assim como o número de repetições empregado dentro de uma sessão de treinamento, parece exercer maior influência sobre as concentrações sanguíneas de cortisol, pois quanto maior o número de séries e repetições, maiores quantidades de cortisol serão produzidas pelo organismo. Um treinamento de volume balanceado com alta intensidade parece ser a melhor estratégia para potencializar os níveis de testosterona e possivelmente diminuir os níveis de cortisol, imediatamente após o exercício. Alguns estudos têm monstrado o exercício de força como um fator favorável para o anabolismo muscular mesmo sem ocorrer aumentos nos níveis de testosterona, através da queda nos níveis de cortisol sanguíneo em homens jovens, idosos e mulheres jovens, após a aderência ao treinamento de força de no mínimo 8 semanas.

E como a glutamina pode intervir nesse processo? A glutamina é um dos aminoácidos encontrados de forma mais abundante no corpo. Esse aminoácido é um substrato importante para as células de divisão rápida, entre elas as do trato gastrointestinal, os alvéolos pulmonares, pâncreas e células do sistema imunológico. A correlação entre glutamina e sistema imune no exercício tem sido estudada, uma vez que a atividade física induz o aumento da atividade dessas células. Durante exercícios extenuantes ocorre uma diminuição das concentrações plasmática e muscular da glutamina. Dentre os mecanismos que levam a essa diminuição destaca-se o aumento da concentração de cortisol, que estimula tanto o efluxo de glutamina muscular, quanto à captação de glutamina pelo fígado, para que ocorra a gliconeogênese. Com o aumento da absorção por outros órgãos ou tecidos que utilizam glutamina há uma limitação da sua disponibilidade para as células do sistema imunitário.

 Em termos práticos, a glutamina ajuda a reduzir os efeitos catabólicos gerados pelo cortisol. Assim, a suplementação com glutamina pode constituir uma ferramenta importante para atletas e praticantes de atividade física na minimização do estresse causado pela liberação desse hormônio, reduzindo as chances de infecções no período de recuperação.

 

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