Ômega 3 e Saúde

omega3Os ácidos graxos poliinsaturados constituem um grupo de gorduras que apresentam ligações insaturadas e possuem cadeia longa, ou seja, dezoito ou mais carbonos na cadeia. Dentre os ácidos graxos que possuem ações benéficas no organismo devemos salientar o ômega 3 (α-linolênico, composto de 18 átomos de carbono e 3 duplas ligações (C18:3), denominado ômega 3 ou n-3 PUFA) estando presente em alguns óleos vegetais (óleos de soja, canola e linhaça) e em produtos de origem marinha.

O ômega 3 possui ação fisiológica após sua conversão em ácido eicosapentaenóico (EPA) e docosahexaenóico (DHA), tais substâncias apresentam quantidades mais significativas em produtos de origem marinha devido aos fitoplânctons marinhos de locais frios que sintetizam os ácidos EPA e DHA e que servem de alimento para os peixes, levando a uma maior concentração desses compostos nos óleos de peixes de águas frias e profundas, como a sardinha, cavala, salmão, truta e atum.

 Na espécie humana, os tecidos que têm a capacidade de biossintetizar EPA e DHA são o fígado, as gônadas, e em menor escala o cérebro e o tecido adiposo, executando essa função a partir do ômega 3, através de sistemas enzimáticos.

Pesquisas mostram que o ômega 3 é um nutriente essencial para o tratamento e prevenção de um grande numero de enfermidades estando envolvido na promoção da saúde desde o desenvolvimento neonatal, devido ao  DHA está presente em grande quantidade na retina e em certas áreas do cérebro estando a deficiência da ingestão de ácidos graxos poliinsaturados ômega 3 associada a níveis reduzidos de DHA no eritrócito e nos tecidos da retina e do cérebro,levando a anormalidades na função da retina que podem ser irreversíveis.

Além disso o  ômega 3 é incorporado na membrana da célula e influencia varias funções como a fluidez da membrana, a função de receptor, a atividade enzimática, as citocinas e a produção de eicosanóides. Estudos mostraram que a suplementação oral com ômega 3 de óleo de peixe em sujeitos saudáveis decresce a produção de substâncias que favorecem a inflamação sendo ele considerado um modulador da resposta inflamatória. Dentre os efeitos biológicos do ômega 3 estão a diminuição na aderência de plaquetas, diminuição nos níveis de triglicerídios, redução nos níveis do colesterol, melhora na fluidez da membrana (eritrócitos) e mudanças no endotélio vascular resultantes na produção de compostos anti-inflamatórios.

O ômega 3 promove melhoras fisiológicas para os praticantes de atividade física, a exemplo disso está a formação da prostaglandina da série E1, estimuladora da liberação de somatotropina (hormônio do crescimento), além da melhora no  desempenho de atividades aeróbias devido às propriedades vasodilatadoras que beneficiam o fluxo de oxigênio e nutrientes para os tecidos musculares durante o exercício.

Cientistas dedicados ao estudo do papel promotor da gordura dietética no desenvolvimento do câncer de mama tem relacionado esse efeito negativo das gorduras mais ao tipo de gordura consumida do que a quantidade da ingestão total diária, indicando que os ácidos graxos poliinsaturados ômega 3, inibem a formação do câncer de mama, assim como as metástases. Isso se dá devido a ações sobre mediadores bioquímicos envolvidos na infecção, inflamação, lesão tecidual, modulação do sistema imune e agregação plaquetária, a proliferação celular, invasividade e metástase que estão diretamente ligadas ao desenvolvimento, crescimento e metástases.

Por todos esses motivos o ômega 3 é considerado um alimento funcional e é comprovadamente um ótimo aliado na  prevenção de doenças e promoção da saúde.

 

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