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Ciclo glicose alanina

 

 

 

ciclo krebsO débito de utilização da alanina no tecido muscular esquelético se eleva de acordo com o exercício e sua intensidade. Essa afirmação tem conduzido hipóteses de que o exercício aumenta a degradação muscular durante o esforço, sendo mais uma razão para elevar a ingestão proteica do atleta quando comparado a um sedentário.

A explicação do aumento da necessidade de alanina com o exercício inicialmente constitui um problema, visto que no tecido muscular não se tem uma fonte desse aminoácido. A solução desse problema foi achada por pesquisadores quando viram que o próprio exercício aumentava a síntese de novo da alanina. O esqueleto de carbono era provindo da glicose, e o grupamento amina era de origem de outros aminoácidos, principalmente os BCAAs (valina, isoleucina e leucina).

A hipótese da formação de alanina estimulada pelo exercício, para servir a transportadores hidrossolúveis, não tóxicos de aminoácidos produzidos através do catabolismo proteico. O transportador, a alanina, move esses grupos para fora da célula, evitando o acúmulo de amônia que seria um fator limitante da fadiga no exercício. Quando presente no sangue a alanina é captada pelo fígado. Nesse órgão o grupamento amina na alanina é perdido para o ciclo da uréia para formação de uréia. Depois dessa perda sobra o esqueleto de carbono que vai ser convertido a glicose via gliconeogênese. A glicose formada é liberada do fígado para corrente sanguínea e a musculatura esquelética capta essa nova glicose. Próximo passo é converter na musculatura a glicose em piruvato e então é transaminada para formar novamente alanina.

Deve ser considerado que o ciclo glicose alanina pode não influenciar na formação de aumento liquido na glicose sanguínea para captação muscular. Pesquisadores apontam que a finalidade do ciclo é a retirada de grupamentos de amônia, tóxicos para o exterior orgânico. No entanto é apontado mais um benefício indireto, o fornecimento de energia para o musculo através do catabolismo de aminoácidos. A questão é se este catabolismo é ou não significativo em termos das necessidades proteicas através da dieta. Tem sido questionado pelos estudiosos que qualquer perda de aminoácidos é prejudicial para nosso metabolismo se esses nutrientes puderem ser usados para elevar a massa muscular.

 

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