Química cerebral e comportamento alimentar: existe relação?

cerebroA vontade de comer determinado alimento tem relação com inúmeros fatores, dentre eles está o contexto social em que aquele alimento está inserido, as sensações e as experiências positivas envolvidas com a ingestão do mesmo.

Alguns estudos tem mostrado também que a liberação de determinados neurotransmissores influenciam o desejo e consequentemente a escolha por determinado grupo alimentar.

Os neurotransmissores exercem influência na ingestão dos macronutrientes, por exemplo: o balanço na ingestão de carboidrato parece envolver a ação do ácido gama amino-butírico (GABA), da noradrenalina e do neuropeptídeo Y. Isso foi observado em alguns experimentos nos quais ratos podem selecionar os três macronutrientes (proteína, carboidrato e gordura) separadamente e estes neuroquímicos potencializam a ingestão de carboidrato e tem pouco ou nenhum impacto no consumo de proteína e gordura. Outro grupo de substâncias no hipotálamo controla especificamente a ingestão de gordura (peptídeo galanina, peptídeos opióides e o mineralocorticoide aldosterona) que agem no hipotálamo medial potencializando a ingestão de gordura. Já a dopamina pode atenuar os efeitos da galanina e dos opióides na ingestão de gordura.

O sistema serotoninérgico, cuja indolamina é a serotonina, também exerce influências sobre a ingestão alimentar. No estudo de Deiró (2010) observou-se uma diminuição no consumo alimentar em ratos adultos tratados com o triptofano. Isso pode ser explicado porque o triptofano é um aminoácido essencial que é precursor direto da serotonina.

A serotonina participa de várias funções no Sistema Nervoso Central, como por exemplo: sensibilidade à dor, controle do sono, humor, comportamento sexual, consumo alimentar, agressividade, percepção sensorial, memória estados psíquicos como na depressão, entre outros. Na prática clínica, os precursores da serotonina tem sido utilizados com o objetivo de aumentar a saciedade, reduzir a ingestão alimentar, diminuir a vontade por alimentos doces e favorecer o bem estar. As principais fontes alimentares de triptofano (precursor da serotonina) são: queijo cottage, carne, leite, peixe, bananas, entre outros.

O comportamento alimentar, portanto, é envolvido por múltiplos fatores, inclusive pela liberação de determinados neurotransmissores que transmitem mensagens do sistema nervoso e exercem influência no desejo e na escolha de determinados alimentos.

 

 

 

Luana Luana Vilas Bôas faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UFBA.

Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail    nutricao@sncsalvador.com.br

Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor.

Curta a nossa página no Facebook e não perca nenhuma notícia e/ou promoção.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *