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Ovo, bom ou ruim?

ovoOs efeitos do ovo de galinha na saúde tem sido há muito tempo pesquisados, e, até a atualidade este é um questionamento constante da população. O ovo é um alimento rico em nutrientes com alto valor biológico, começando pela sua composição em proteínas, um ovo inteiro possui em média 13 gramas de proteína. É importante ressaltar que essas proteínas são de alto valor biológico, ou seja, é rica em aminoácidos essenciais, que são aqueles que o organismo não consegue produzir e, por isso, devem ser obtidos através dos alimentos.

O ovo praticamente não contém carboidratos e possui cerca de 10 gramas de gordura (saturada, poli-insaturada e mono-insaturada). Um fato bastante discutido é em relação ao seu teor de colesterol, considerado bastante elevado (cerca de 300 mg por unidade), estando no limite de recomendação diária. Isto leva ao pressuposto de que pessoas hipertensas e com níveis altos de colesterol deveriam evitar o consumo deste alimento. Entretanto, algumas pesquisas mais recentes mostram que o consumo de colesterol na dieta não interfere no colesterol sanguíneo, e que interferência maior é exercida com o consumo excessivo de gordura saturada. Então, pode-se dizer que comer ovo não levaria a aumentos significativos de colesterol, mas, comer ovo frito sim! O processo de fritura do alimento transforma a gordura do alimento e a que é adicionada a ele em gordura saturada.

Além disso, o ovo também contém cálcio, fósforo, zinco, ferro e potássio em quantidades significantes, que em conjunto trazem efeitos benéficos sobre o metabolismo ósseo, renovação celular, oxigenação sanguínea, equilíbrio hídrico, além de outros benefícios auxiliando na regulação do organismo.

Outro nutriente interessante presente no ovo é a colina, onde a suplementação tem mostrado efeitos positivos sobre a redução da ansiedade. A colina é necessária, principalmente, para a produção de neurotransmissores, processos de sinalização celular e transporte de lipídeos, em especial no fígado. Recentemente uma nova forma de colina, a Citidina-5’-diforfocolina (citicolina), mostrou-se eficaz para aumentar a disponibilidade de dopamina nos tecidos, a densidade dos receptores e a neuroproteção, além de ativar áreas no cérebro responsáveis pela sensação de saciedade. Os efeitos da dopamina levam a uma sensação de prazer e bem estar, o que poderia ser benéfico em pessoas ansiosas, especialmente para aquelas que passam a comer mais por conta da ansiedade.

Finalmente, pode-se chegar à conclusão que o consumo do ovo, desde que preparado adequadamente e associado a uma dieta equilibrada pode trazer numerosos benefícios à saúde.

 

Quetsia Quetsia Santiago faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UFBA.

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