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Relação Frutose, Esteatose Hepática e Diabetes

FrutoseA frutose é um açúcar do tipo monossacarídeo encontrado principalmente nas frutas, verduras e no mel, podendo ser utilizada como fonte de energia alternativa. Além de estar presente em sua forma isolada na natureza, se encontra associada à glicose para a formação da sacarose ou em outros polímeros denominados fructans ou inulina. Pode ser também encontrada formando tri ou tetrassacarídio (rafinose e estaquiose, respectivamente) em algumas leguminosas, tais como, soja, lentilha, ervilha e feijão. Então, como a frutose pode estar associada com a esteatose hepática e o diabetes, já que suas fontes alimentares são saudáveis?

Esta indagação pode ser esclarecida quando o metabolismo da frutose é entendido. Esse metabolismo ocorre no fígado, o qual tem uma grande capacidade de absorção e fosforilação desse nutriente, que pode ser transformado em glicose e glicogênio, sendo essa via pouco eficiente. Assim, a prioridade do fígado é produzir o piruvato, que é transferido para a mitocôndria e transformado em ácidos graxos. Estes ácidos graxos são usados como fonte de energia, principalmente no fígado, armazenados como depósitos de triglicerídeos ou liberados na corrente sanguínea como VLDL e ácidos graxos não esterificados. Esta característica torna a frutose um nutriente altamente lipogênico.

O poder adoçante, seu sabor agradável, sua estrutura química semelhante a da glicose e o fato de não precisar de insulina para ser absorvida, faz da frutose uma opção para os diabéticos. Hoje a frutose tem sido empregada como adoçante de bebidas e frutas industrializadas, devido a sua boa solubilidade em soluções aquosas e o fato de ser aproximadamente 1,7 vezes mais doce que a sacarose. Entre 1988 e 1994, o consumo de frutose chegou a 55 gramas por dia, o qual representa 10% do consumo de energia. Aproximadamente um terço da frutose era proveniente de frutas, vegetais e outras fontes naturais, e dois terços vinham de produtos com frutose adicionada. 

Devido a uma menor resposta pós-prandial de glicose no plasma quando comparado a outros carboidratos, a frutose é uma opção de agente adoçante na dieta diabética. No entanto esse componente parece ter efeitos adversos sobre os lipídios plasmáticos e desenvolvimento de resistência à insulina, além de poder estimular a ingestão de energia e promover o ganho de peso e obesidade. Não há evidências suficientes que sustentem essas hipóteses, afinal a maioria dos estudos realizados foi em ratos, mas deve-se ficar atento ao consumo exagerado da frutose adicionada a produtos industrializados. A cautela com a frutose não se deve estender à frutose naturalmente presentes nas frutas e vegetais, estes são alimentos saudáveis que fornecem apenas uma pequena quantidade de frutose na dieta.

 

 

FernandaFernanda Bacha faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduando em Nutrição pela UFBA.

 

 

 

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