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Novos Carboidratos – Homopolissacarídeos

HomopolissacarideosA suplementação de carboidratos (CHO) torna-se uma importante fonte de glicose para prevenir hipoglicemia e manter altas taxas de oxidação de CHO em exercício, e posteriormente no período de recuperação, repondo os estoques de glicogênio. Sabe-se ainda que o consumo de CHO antes e/ou durante o exercício prolongado pode protelar a fadiga muscular e melhorar o desempenho do indivíduo no exercício. A grande questão é: qual carboidrato ingerir para um objetivo específico?

Os novos carboidratos são provenientes do amido modificado, ou seja, são homopolissacarídeos, que sofreram alguma modificação química. Os polissacarídeos são carboidratos complexos que possuem acima de 20 monossacarídeos, e quando os mesmos não diferem entre si são chamados de homopolissacarídeos, como por exemplo, o amido e o glicogênio, que possuem como principal função servir de reserva energética pra célula vegetal e animal, respectivamente.

O amido é essencialmente constituído por dois tipos de polímeros de glicose, que são a amilose e a amilopectina. A diferença básica entre estes é a ramificação da cadeia, a amilose apresenta cadeia linear e forma helicoidal, enquanto que a amilopectina apresenta cadeia ramificada e forma esférica. A taxa de digestão do amido está relacionada com a quantidade de amilose e amilopectina que ele possui. A amilopectina, devido às suas ramificações, é mais susceptível a ação enzimática, logo possui mais rápida digestão.

Os novos produtos compostos de homopolissacarídeos podem ser derivados do amido de milho ceroso (waxy maize), arroz ou batata, e surgem no mercado nutricional como uma proposta, alegada pelos fabricantes, diferenciada: maior quantidade de amilopectina e rápida absorção com baixa resposta insulinêmica. Estranho, não?

O que se pode verificar em artigos científicos é uma resposta glicêmica mais lenta em comparação a maltodextrina, e consequentemente a dextrose, porém não muito diferente do pão branco habitual. Porém, em relação à resposta insulinêmica percebe-se uma diferença significativa quando comparados pão branco, maltodextrina e o waixe maize. (SANDS et al., 2009).

Sendo assim, conclui-se que apesar dos “novos carboidratos” não serem tão rapidamente absorvido quanto alega os fabricantes, os mesmos promovem menor pico de insulina, o que seria interessante para a oxidação de gorduras, uma vez que a insulina é um hormônio lipogênico.

Enfim, prefiro dizer que o consumo dos ‘’novos carboidratos’’ com a whey protein pós-treino está entre o consumo associado com dextrose (indicação para hipertrofia muscular) e o consumo da whey protein sem CHO (indicação para o emagrecimento). Me expresso assim, pois acredito que o amido moficado possibilitaria uma recuperação de glicogênio pós-treino mais lenta, porém dando maior oportunidade para o corpo queimar gordura. Boa proposta para quem busca definição muscular, não?!

Fernanda Fernanda Bacha  faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UFBA.

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