Por que suplementar ômega-3?

omega3Nos últimos anos, ômega-3 tem ganhado notável popularidade. A base desse interesse vem de estudos populacionais e epidemiológicos que evidenciaram associação entre o consumo de peixe, fonte rica destes ácidos graxos, e a diminuição dos coeficientes de morbimortalidade pelas doenças cardiovasculares. Os efeitos hipolipidêmicos, antitrombóticos e antiinflamatórios do ômega-3 têm sido extensivamente estudados em diversos modelos de obesidade e doenças crônicas não transmissíveis.

Partindo dessa premissa, observa-se o aumento da utilização de suplementos à base do óleo de peixe, uma vez que, em virtude da modernização e consequentes mudanças no padrão alimentar populacional, o consumo do peixe é inexpressivo quando comparado a outras fontes proteicas.

Alguns benefícios atribuídos ao óleo de peixe incluem: melhora do perfil lipídico, redução da pressão arterial, melhora nas funções de memória, produção de prostaglandinas que podem melhorar a função vascular, bem como proteção da peroxidação lipídica no sistema nervoso central. Estudos têm demonstrado que os ácidos graxos ômega-3, principalmente o EPA (ácido eicosapentaenóico) e o DHA (ácido docosahexaenóico), são considerados compostos antitrombóticos potentes, contribuindo para a diminuição da agregação plaquetária e subsequente formação da placa ateromatosa. Algumas pesquisas também têm relacionado o ômega-3 à prevenção de doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer e de Parkinson.  

O ômega-3 tem se mostrado importante também durante a gravidez. No período intrauterino, a placenta extrai DHA seletivamente e substancialmente a partir da mãe e enriquece a circulação fetal com estes ácidos graxos. Essa intensa captação e acúmulo de DHA pelo feto significa para a mãe uma considerável redução de suas reservas, motivo pelo qual torna-se importante a suplementação com óleo de peixe, principalmente em casos de pequeno intervalo entre estados sucessivos de gravidez ou no caso de partos múltiplos.

Estabeleceu-se que o DHA pode ser sintetizado a partir do ácido α-linolênico (ALA) através de uma sequência de reações envolvendo dessaturações e alongamentos da cadeia carbônica. No entanto, estudos in vivo em humanos demonstraram que aproximadamente 5% do ALA é convertido em EPA, mas apenas 0,5% se converte em DHA. Portanto, considera-se mais importante a ingestão de alimentos ou suplementos ricos em DHA.

Os ácidos graxos ômega-3 apresentam diversas propriedades que os tornam fundamentais dentro do contexto de uma dieta saudável. Contudo, o óleo de peixe é contra-indicado para pessoas alérgicas a peixes e crustáceos. Além disso, é importante que haja um acompanhamento nutricional para o uso adequado desse produto, pois podem haver outra situações nas quais este torna-se contra-indicado. Consulte seu nutricionista!

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