ß – Alanina e Melhora no Desempenho Físico

ID-10086685A geração de energia durante o exercício físico, gera acúmulo intramuscular de ADP, Pi, lactato (ácido láctico) e íon H+ , que são metabólitos que contribuem para o surgimento da fadiga. Quando a taxa de glicólise no músculo é mais elevada do que a taxa de oxidação do piruvato (situação anaeróbica), o ácido lático é produzido para dar continuidade à contração muscular. Porém, a posterior dissociação do ácido lático em piruvato e H+ reduz o pH intracelular, o que pode causar inibição de enzimas da via glicolítica, além de prejudicar etapas do processo contrátil.

A acidose intramuscular é uma das principais causas da fadiga muscular. Diversos estudos já demonstraram que a indução de alcalose e o aumento da capacidade tamponante, melhoram o desempenho. O corpo humano possui mecanismos naturais para a regulação do pH intra e extracelular, como por exemplo, tamponamento por proteínas, peptídeos e aminoácidos. Esse procedimento só é realizado por moléculas que contenham o grupo imidazol (C3H4N2), encontrado em resíduos de histidina das proteínas, nas moléculas livres de L-histidina e nos dipeptídeos que apresentam esse aminoácido, como a carnosina.

A maior síntese de carnosina ocorre no músculo esquelético a partir dos

aminoácidos L-histidina e ß-alanina em uma reação catalisada pela enzima carnosina sintase. Também pode ser adquirida através da alimentação, sendo a carne sua maior fonte. Uma vez que afinidade da enzima carnosina sintase é maior pela L-histidina e a produção de ß-alanina é baixa, a suplementação desta seria suficiente para aumentar a formação de carnosina. A suplementação de ß-alanina tem sido demonstrada como eficaz para aumentar os níveis de carnosina muscular, o que otimizaria a capacidade de tamponamento do músculo, melhorando o desempenho.

A ß-alanina é um aminoácido que não participa da composição de nenhuma proteína, podendo ser classificado como não proteogênico. Sua produção endógena se dá no fígado, através da degradação da uracila. Um estudo realizado com jogadores de hóquei mostrou que a suplementação de ß-alanina não gerou efeito no desempenho dos indivíduos.

Esse achado pode ser devido ao fato de que o teste de desempenho empregado não tenha sido eficiente para simular a intensidade e a duração de exercício suficientes para reduzir o pH. Pode-se inferir que uma maior acumulação de H+ geraria queda no desempenho e que, como resultado, a suplementação de b-alanina atenuaria um declínio de desempenho durante o exercício.

Os mesmos autores elaboraram outro estudo nesse mesmo ano, no qual encontraram resposta positiva em relação à eficácia da suplementação de ß-alanina no desempenho esportivo. O estudo foi realizado com jogadores de futebol e a administração era de 3,2g/dia. Após apuração dos resultados observaram que a suplementação de B-alanina mostrou ser eficiente na melhora do desempenho desses indivíduos. As melhorias podem ser atribuídas

a um aumento da capacidade de tamponamento do músculo devido a uma maior concentração muscular de carnosina, atenuando a diminuição do pH (SAUNSDERS ET AL, 2012).

O uso de ß-alanina é seguro, sendo encontrado apenas um efeito adverso na literatura, que é o de parestesia, o qual se refere às sensações cutâneas como formigamento, queimação ou coceira. 

 

Fernanda Fernanda Bacha  faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UFBA.

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