Sem categoria

Whey protein: um agente insulinotrópico

ID-100148154A insulina é um potente hormônio anabólico, essencial para a regulação da homeostase da glicose e para o crescimento e diferenciação celular. Seus efeitos metabólicos favorecem a síntese de glicogênio, triacilgliceróis e proteínas, sendo mais proeminentes nos tecidos hepático, muscular e adiposo.

Por outro lado, já é bem consolidado o papel da whey protein tanto no ganho de massa muscular quanto na redução de gordura corporal, devido à sua ação na síntese proteica, prolongamento da saciedade e, por conseguinte, controle do apetite. Isso está relacionado ao estímulo à síntese e secreção da insulina; por esse motivo, a whey é considerada um agente insulinotrópico.

A influência da whey nos níveis prós-prandiais de insulina se deve ao seu alto teor em aminoácidos essenciais e sua rápida digestibilidade. Tem sido evidenciado que a proteína do soro do leite possui uma taxa mais rápida de digestão e absorção, produzindo um pico rápido de aminoácidos no plasma e, consequentemente, uma rápida resposta insulínica. Essa rápida resposta estimula a secreção de hormônios sacietogênicos. Além disso, a insulina aumenta a síntese e bloqueia a degradação de proteínas através da ativação da mTOR, que estimula a síntese protéica.

Diversos estudos têm sugerido que o consumo de whey protein pode melhorar a sensibilidade à insulina; desta forma, além de ser um excelente suplemento para pessoas que buscam hipertrofia e em tratamentos de perda/controle do peso, os efeitos insulinotrópicos tornam a whey interessante para indivíduos resistentes à insulina. 

Em relação ao metabolismo da glicose, no fígado a insulina diminui a produção de glicose por inibir a gliconeogênese e a degradação de glicogênio; no músculo e no fígado, aumenta a síntese de glicogênio e no músculo e tecido adiposo, aumenta a captação de glicose por aumentar o número de transportadores na membrana celular.

Quanto ao metabolismo lipídico, o tecido adiposo responde dentro de minutos à administração de insulina, a qual causa uma importante redução na liberação de ácidos graxos, diminuindo a degradação de triacilgliceróis. A insulina diminui os níveis de ácidos graxos circulantes por inibir a atividade da lipase hormônio-sensível no tecido adiposo, provavelmente através da desfosforilação e conseqüente inativação da enzima.

2 comentário

Fabio 17 de junho de 2016 at 02:34

Show.

Responder
Lara Cerqueira 17 de junho de 2016 at 13:26

Que bom que gostou, Fábio! Continue acompanhando nossos textos, tem muita informação bacana.

Responder

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.