Whey protein, um alimento funcional.

ID-100148947As proteínas do soro do leite são conhecidas entre os praticantes de exercício principalmente pela sua propriedade em estimular a síntese proteica através do fornecimento de aminoácidos essenciais e não-essenciais como substrato para tal, e, consequentemente promover o ganho de massa muscular. Entretanto, além deste, esta proteína fornece benefícios adicionais à saúde que serão explorados aqui.

As propriedades funcionais da whey protein são atribuídas principalmente a seus peptídeos bioativos. Os peptídeos são frações da proteína obtidos após clivagem proteolítica que possuem efeitos terapêuticos diversos. Um dos mais estudados na atualidade é a lactoferrina, este peptídeo possui importante atividade antibacteriana, associada ao seu papel no metabolismo do ferro, nutriente essencial para o crescimento bacteriano. Por se ligar ao ferro, a lactoferrina impede que este fique disponível para os microorganismos, inibindo assim o seu crescimento. Também tem sido relatados os efeitos desta sobre o perfil lipídico, com redução de triglicerídeos e ácidos graxos não esterificados no plasma, acompanhada de redução de colesterol e triglicerídeos hepáticos. A redução de gordura visceral após suplementação de capsulas de lactoferrina com revestimento entérico também já foi observada em estudos.

Outro papel importante da lactoferrina é seu efeito sobre a pressão arterial, a lactoferricina, um derivado da hidrólise da lactoferrina, mostrou atividade anti-hipertensiva eficaz em alguns estudos através da inibição da enzima conversora de angiotensina (ECA). A ECA está envolvida no sistema renina-angiotensina e catalisa a formação da angiotensina II, que atua como vasoconstritor, além disso, a enzima inibe a ação da bradicinina, um vasodilatador. A lactoferricina também possui atividade citotóxica contra diferentes células cancerígenas, podendo ser uma promessa no tratamento contra o câncer futuramente.

A lactocinina é outro peptídeo que merece destaque pelo seu efeito inibidor sobre a ECA, observado estudos in vitro e em humanos. Em humanos, um hidrolisado de proteínas do soro reduziu significativamente a pressão sanguínea, tanto sistólica como diastólica, pela inibição da ECA. Pesquisas com proteína do soro do leite concentrada também mostraram redução da pressão arterial.

Outros peptídeos, como as lisozimas e a lactoperoxidase merecem destaque por sua atividade antibacteriana.

Por fim, a utilização das proteínas do soro do leite podem trazer vantagens que vão além do ganho de massa muscular e seus consequentes benefícios. Seus peptídeos podem atuar auxiliando na melhora saúde como um todo, e no tratamento de diversas enfermidades, a melhor forma de administração neste último caso vem sendo estudada e apresenta-se como uma alternativa promissora futuramente.

 

Quetsia Quetsia Santiago faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UFBA.

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