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O que é e como diagnosticar a Síndrome Metabólica?

ID-10090072A síndrome metabólica (SM) é caracterizada como um transtorno complexo, representado por um conjunto de fatores de risco cardiovascular, usualmente relacionados com a resistência à insulina e a deposição central de gordura. Alguns dos fatores de risco importantes na evolução da SM são: hipertensão arterial sistêmica, hipercolesterolemia, sobrepeso ou obesidade, consumo de álcool e tabagismo. A predisposição genética, a alimentação inadequada e o sedentarismo também estão entre os principais responsáveis pelo surgimento da SM, cuja prevenção é um desafio com importante repercussão na saúde. A adoção precoce de estilos de vida saudáveis, como uma dieta adequada e a prática regular de atividade física, é um componente preventivo básico.

De acordo com a I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica (I-DBSM), o indivíduo é diagnosticado portador de SM caso apresente a combinação de pelo menos três dos seguintes componentes: circunferência abdominal maior que 102cm em homens e 88cm em mulheres, triglicerídeos ≥ 150mg/dL, HDL menor que 40mg/dL em homens e 50mg/dL em mulheres, pressão arterial ≥ 130 mmHg ou 85mmHg e glicemia de jejum ≥ 110 mg/dL. Apesar de não fazerem parte dos critérios diagnósticos, várias outras condições clínicas e fisiopatológicas estão freqüentemente associadas, tais como: síndrome de ovários policísticos, acanthosis nigricans, doença hepática gordurosa não-alcoólica, microalbuminúria, estados pró-trombóticos e pró-inflamatórios e hiperuricemia.

A síndrome metabólica também pode ser definida como um estado de inflamação crônica subclínica, que se acompanha de disfunção endotelial e ocasiona aumento na incidência de eventos isquêmicos cardiovasculares e, consequentemente, elevada mortalidade. Dentre as alterações envolvidas, estão a intolerância à glicose e/ou diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia e obesidade abdominal, tendo a resistência à insulina como o denominador comum que antecede a instalação das mesmas. A inflamação tem sido proposta como de grande importância fisiopatológica para o desenvolvimento da síndrome metabólica e da resistência à insulina. Com efeito, alguns marcadores de inflamação, tais como a proteína C-reativa e a interleucina-6 encontram-se aumentados na circulação em indivíduos sindrômicos, pois a resistência insulínica interfere na cascata inflamatória.

Devido ao seu grande impacto epidemiológico e sua gênese multifatorial, a compreensão dos mecanismos que predispõem às alterações características da SM é fundamental para que se chegue à melhor terapêutica para cada indivíduo. Nesse contexto, a nutrição está diretamente associada à melhora da qualidade de vida dos portadores dessa síndrome. 

 

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