Colina e ansiedade

ID-10063687A ideia de usar nutrientes para tratar ou proteger os indivíduos contra os distúrbios mentais é relativamente nova, mas, existem muitos dados na literatura que demonstram claramente o impacto dos nutrientes no funcionamento cerebral, corpo e comportamento e um desses potenciais nutrientes é a colina.

A colina é classificada como um nutriente vital, que desempenha muitas funções no corpo e no cérebro. A maior parte de colina necessária para o bom funcionamento do organismo é encontrada na dieta, particularmente em grãos, carnes, legumes, ovos e fígado. No entanto, o corpo é capaz de produzir colina no fígado (vias endógenas) e isso pode suprir as necessidades em momentos onde há baixa ingestão. No entanto, alguns autores afirmam que uma alimentação deficiente em colina pode prejudicar a memória, o crescimento, a função hepática, renal e pancreática, em mamíferos.

As principais funções da colina são: construção e manutenção da integridade das membranas celulares (participando da formação de fosfatidilcolina, fosfolipídeos, lisofosfatidilcolina, plasmalogênio de colina e esfingomielina), participação em vias de sinalização celular, além de ser precursora da acetilcolina.

A grande discussão a respeito da colina se baseia no fato de ser precursora da acetilcolina, visto que o sistema colinérgico regula importantes funções cerebrais, como memória, aprendizado e cognição.

A função cognitiva prejudicada pode causar problemas no gerenciamento de tarefas da vida diária, que por sua vez pode aumentar o nível dos sintomas de ansiedade. Foi visto em modelos animais que a transmissão colinérgica medeia um efeito ansiolítico. Em humanos foi visto que a nicotina, uma agonista do receptor de acetilcolina, diminui a ansiedade.

Bjelland e colaboradores (2009) realizaram uma coorte que relacionou as concentrações plasmáticas de colina e ansiedade verificando que baixos níveis de colina no plasma estavam associados com sintomas de ansiedade.

Existem poucos estudos testando o potencial ansiolítico da colina em humanos, no entanto, o seu uso no combate a ansiedade parece bastante promissor.

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