Lactoferrina e emagrecimento

lactoferrinaExistem muitos dados na literatura que relacionam a ingestão de produtos lácteos com a diminuição da obesidade e diabetes tipo 2. De fato, grande parte desse benefício é atribuído ao conteúdo de cálcio desses alimentos que auxiliaria na excreção de gordura e regulação do metabolismo lipídico. No entanto, alguns estudiosos tem chamado a atenção para as propriedades de algumas proteínas do leite.

A Lactoferrina é uma glicoproteína multifuncional encontrada no leite dos mamíferos. No leite humano a concentração de lactoferrina varia entre 1 a 3mg/ml, sendo que no colostro essa quantidade é bastante aumentada, chegando a cerca de 5 a 7 mg/mL. A criação da lactoferrina comercial se deu por volta de década de 80 sendo destinada, em sua maioria, a produção de fórmulas infantis, visto que a lactoferrina desempenha um papel importantíssimo na defesa microbiológica do recém-nascido.

Recentemente tem sido estudado o papel da suplementação de lactoferrina bovina no combate a obesidade abdominal. Por exemplo, no estudo de One e colaboradores em 2010 foi observado o efeito da suplementação de lactoferrina (300mg por dia) em homens e mulheres japonesas com obesidade abdominal, durantes 8 semanas. Eles observaram uma redução estatisticamente significante no peso, circunferência da cintura e na gordura visceral com o uso da lactoferrina. O mais intrigante nesse estudo é que houve manutenção dos hábitos de vida, ou seja, sem restrição alimentar nem indução a prática de atividade física. Esse mesmo grupo de estudo publicou outro artigo em 2013 com a administração de lactoferrina via oral em camundongos e também observaram redução na gordura visceral sem restrição alimentar.

Diante desses resultados, a lactoferrina se mostra uma opção bastante promissora no combate à obesidade. Porém, ainda não existe um consenso sobre sua via de atuação. Alguns estudos in vitro mostram que essa ação pode acontecer por inibição da diferenciação de pré-adipócitos, ligação da lactoferrina com a proteína LRP1 (que fica situada no adipócito) ou até mesmo aumento da termogênese e beta-oxidação. Infelizmente, ainda existem poucos estudos em humanos que comprovem este efeito, no entanto, parece ser uma ferramenta valiosa no combate a obesidade e que deve ser melhor investigada.

 

Luana Luana Vilas Bôas faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UFBA.

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