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Creatina: efeitos adversos são reais?

creatinaA creatina é um dos suplementos ergogênicos mais utilizados atualmente e sua proposta é o aumento da força, através da ressíntese de adenosina trifosfato (ATP), nossa moeda energética. Produzida a partir da arginina, glicina e metionina e também conhecida como ácido α-metilguanidino acético, a creatina tem sido alvo há muito tempo de inúmeros questionamentos sobre sua segurança. Será que esse medo é justificado?

   A polêmica com a creatina começou na década de 90, quando alguns estudos surgiram mostrando que a suplementação tinha levado a problemas renais e até mesmo morte de alguns atletas. Entretanto, esses estudos apresentam sérias falhas, principalmente no segundo caso, onde alguns dos atletas que foram a óbito sequer utilizavam a substância. É muito comum encontrar artigos científicos com a problemática do primeiro caso, onde o consumo de creatina promoveria disfunção renal, entretanto, esses estudos foram realizados com pessoas já portadoras de alguma disfunção e/ou que consumiam medicamentos, esteroides anabolizantes ou uma quantidade de 200g de creatina diariamente.

Outro aspecto marcante desses estudos é relacionar o aumento da creatinina sérica com nefropatias; embora esse seja um marcador para auxiliar no diagnóstico de problemas renais, ele não deve ser utilizado sem associação com outros parâmetros. Carvalho e colaboradores (2011) realizaram um estudo com praticantes de musculação por 8 semanas com dosagens correspondentes à fase de saturação e manutenção em um dos grupos e com 0,03g/kg de peso em outro e observou que, apesar das diferenças significativas na creatinina no plasma, não houve relevância clínica dessa alteração, uma vez que os valores ainda se apresentavam dentro das faixas de referência.

Há, ainda, outras associações negativas com o uso da creatina, como doenças hepáticas, cardíacas ou alguns sintomas gastrointestinais, como náuseas e diarreia. Entretanto, em alguns desses segmentos, os estudos ainda são escassos e grande parte dos existentes também apresentam equívocos no protocolo de estudo.

   Vale ressaltar que todas as observações supracitadas referem-se a indivíduos saudáveis e que portadores de nefropatias, hepatopatias ou que façam uso de medicamentos que possam ser tóxicos aos rins devem evitar o uso de creatina. Isso porque essas condições podem ser agravadas pelo uso de creatina. Indivíduos saudáveis podem usar creatina sem preocupação com efeitos adversos graves, desde que sejam respeitadas as sugestões de uso. Na dúvida sobre qual deve ser a dose suplementada, consulte um nutricionista.

 

Karen Karen Santos faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UNEB.

Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail        nutricao@sncsalvador.com.br

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