Sem categoria

Creatina e hipertrofia

creatinaA creatina (ácido α-metil guanidino acético) é uma amina nitrogenada derivada dos aminoácidos glicina, arginina e metionina produzida endogenamente pelo fígado, pâncreas e rins, podendo também ser adquirida na alimentação que inclua principalmente carnes, peixes e aves. Somando essas duas formas de obtenção de creatina temos 2g por dia, sendo 1g da produção endógena e 1g da alimentação, no caso dos indivíduos vegetarianos existe apenas a produção endógena.

Na forma de suplemento a creatina tornou-se o mais famoso e mais popular suplemento utilizado no meio esportivo, devido a sua ação potencialmente ergogênica e ao desempenho de atletas nos jogos olímpicos de 1992, que foram associados ao uso dessa substância.

A creatina possui uma grande quantidade de funções que estão relacionadas ao fato de ser uma substância osmoticamente ativa, sendo assim, um aumento em sua concentração intracelular pode induzir um influxo de água para dentro da célula, aumentando a hidratação e contribuindo para o aumento da massa corporal, também atua como tampão muscular, permitindo que o músculo acumule mais ácido lático antes de alcançar a concentração hidrogeniônica (pH) muscular limitante, possibilitando que mais exercícios de alta intensidade sejam realizados, também participa da ressíntese de ADP (adenosina difosfato) para ATP (adenosina trifosfato), por tal função é muito associada e suplementada em esportes de explosão que têm essa via energética como principal.

Anteriormente a relação entre a creatina e hipertrofia era somente associada ao ganho de peso e de volume resultante da retenção hídrica intramuscular que esse suplemento causa, o que seria um “falso” ganho já que descontinuava com o cessamento da suplementação, porém novos estudos vêm demonstrando que existe uma associação entre a retenção hídrica e tradução de proteínas contrácteis; estudos realizados induzindo a hiper-osmolaridade das células musculares demonstraram houve aumento significativo da síntese proteica quando a célula apresentava maior quantidade de água intracelular.

Além disso, existem estudos que demonstram evidências que relacionando a suplementação de creatina ao aumento na área de secção transversa de fibras musculares. Essa relação pode estar associada a melhora do treinamento possibilitando a realização de maior quantidade de repetições com maior carga, a expressão de genes ligados a hipertrofia muscular, ao maior estimulo ao IGF-1, a menor atrofia muscular (seja pelo uso de substâncias que induzem a atrofia ou pelo próprio processo de sarcopenia) e aumento da atividade mitótica das células satélites.

Estudos lançados recentemente afirmam que a suplementação de creatina exerce influência sobre respostas hormonais promovendo a elevação da quantidade de testosterona, sendo uma alternativa no tratamento de enfermidades como miopatias inflamatórias e distrofias musculares. Porém mais estudos são necessários para elucidar melhor a influência da creatina no ganho de massa muscular e a sua relação direta e mediada pela melhora do treinamento na hipertrofia muscular.

 

Lua Lua Rodrigues faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UNEB.

Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail       nutricao@sncsalvador.com.br

Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor.

Curta a nossa página no Facebook e não perca nenhuma notícia e/ou promoção

 

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.