Treinamento de força

forcaO exercício sempre foi visto como um promotor de saúde, porém os benefícios citados são relacionados aos exercícios aeróbios por promoverem aumento de condicionamento e consequente aumento do VO2 máx. Em 1995 o American College of Sportes Medicine incluiu esportes que estimulavam a musculatura de outra forma, como os exercícios resistidos, na lista de promotores de saúde. O exercício de força, resistido ou musculação consiste em um estimulo a contração muscular por meio de movimentos contra uma força proveniente de cargas opostas e com isso promove o aumento da massa muscular, além disso trás benefícios como prevenção da osteoporose, diabetes mellitus, hipertensão arterial, dislipidemia,  melhorar o sistema cardiovascular dentre outros.

Tanto o treinamento aeróbio quanto o de força utilizam o glicogênio muscular como fonte de energia. Os sistemas energéticos ATP-CP, oxidativo e glicolítico atuam simultaneamente, havendo assim predomínio de um ou outro dependendo da duração e intensidade do treino. O ATP é a forma imediata disponível de energia necessária para a contração muscular e ação motora. É usado para todos os processos que requerem energia nas células do corpo, a via glicolítica atua em exercícios com uma duração um pouco maior e a via oxidativa em exercícios de longa duração.

Apesar dos três sistemas estarem envolvidos na produção de ATP para fornecimento de energia, durante o treinamento de hipertrofia há predomínio dos sistemas ATP-CP e glicolítico, sendo que a atuação do sistema oxidativo se dá durante os períodos de recuperação entre as séries. Durante o treinamento de força as vias energéticas estimuladas para fornecerem energia são a via ATP-CP, e a glicólise anaeróbica, este é o sistema de energia imediata do corpo, predomina em esforços explosivos, ou seja, movimentos que necessitam de rapidez e força com consequente produção de lactato. Este vai ser modulado de acordo com o nível de treinamento do indivíduo e intensidade da sessão de treino e adaptação, sendo o lactato determinante na fadiga muscular e queda de rendimento.

O gasto elevado pós-atividade que é conhecido como EPOC (excess post-exercise oxygen consumption) ou consumo de oxigênio pós-exercício, se eleva para reparar microlesões musculares, regular temperatura corporal, repor glicogênio, sintetizar ATP-CP, regular níveis hormonais, atividade cardíaca, aumento do metabolismo dos ácidos graxos, entre outros, variando de acordo com a intensidade, o volume, e quantidade de massa muscular envolvida nas atividades realizadas.

O treinamento com pesos pode ser efetivo para a saúde de adultos e idosos principalmente numa maior independência durante a velhice e menor risco de morte devido a quedas e fraturas. Pode modificar, entre outros componentes, o gasto energético que resulta da influência combinada da energia despendida com o exercício, o aumento no gasto energético de repouso e a elevação da demanda metabólica sendo muito eficiente para pessoas que visam a perda de peso e também como alternativa de tratamento da obesidade. 

 

Lua Lua Rodrigues faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UNEB.

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