Betaína

betainaA betaína é um derivado do aminoácido glicina, caracterizada pela presença de 3 grupos metil quimicamente reativos (aminoácido N-metilado). Composto nitrogenado de fórmula química C5H10NO2, a betaína foi descoberta pela primeira vez no suco da beterraba (Beta vulgaris). Posteriormente, fontes alimentares como frutos do mar – especialmente os invertebrados, gérmen e farelo de trigo e espinafre foram caracterizados como sendo suas principais fontes alimentares, além da beterraba anteriormente citada.

A obtenção de betaína se dá através do consumo de alimentos-fontes ou então daqueles contendo o composto colina. Isso se deve ao fato deste ser seu precursor endógeno. O restante da colina consumida é usada para síntese de acetilcolina e fosfolipídios, como fosfatidilcolina, mediante oxidação irreversível no fígado e rins.

Os principais mecanismos fisiológicos desempenhados pela betaína são sua atuação como osmólito orgânico, protegendo células, proteínas e enzimas sob stress ambiental (baixa disponibilidade de água, alta salinidade, ou temperaturas extremas) e a transferência de um grupo metil para homocisteína, convertendo-a à metionina. Esta segunda via de atuação, segundo os estudos, parece ser crucial para detoxificação de homocisteína intimamente relacionada à condições clínicas inflamatórias. Além disso, tal via metabólica parece estar relacionada com o aumento da produção endógena de creatina.

Algumas pesquisas em humanos analisam o potencial ergogênico da betaína nas atividades de endurance e exercícios de resistência. Há evidências de que a suplementação com betaína pode afetar positivamente o desempenho esportivo. Estudiosos como Lee (2010) e Luke (2012) relataram que a suplementação de 2,5g de betaína promove aumentos significativos no desempenho (aumento da potência de saltos) e força muscular em atletas de exercícios de endurance e força, respectivamente. Porém os reais mecanismos fisiológicos relacionados ainda devem ser esclarecidos.

Dos estudos que investigaram os efeitos da suplementação de betaína, nenhum relata qualquer sintoma adverso e chegam à conclusão de que esta pode ser uma estratégia segura em humanos.

 

SidneySidney Rangel faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ele é graduando em Nutrição pela UNEB.

 

 

 

 

 

 

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