Overtraining: como prevenir e tratar.

Glutamina

Em períodos de longas competições ou treinamento intensivo pode ocorrer a síndrome de supertreinamento. O “overtraining” é definido como “um desequilíbrio entre estresse e recuperação, ou seja, uma carga excessiva de estresse combinada com insuficiente regeneração”, vale ressaltar que nesse contexto o estresse não engloba somente o treinamento, mas fatores extracompetições e extratreinamento podem estar envolvidos, como por exemplo, situações emocionais, viagens entre outros.

 

O treinamento dos atletas, normalmente, é feito por sobreposição ou aumento de carga, sendo essa uma estratégia importante para a evolução e aumento do rendimento. No entanto, para que a evolução ocorra há a necessidade de superação desse estímulo e isso acontece no descanso, na fase de regeneração com posterior supercompensação. O overtraining é caracterizado por um estímulo constante sem a devida regeneração e superação.

 

Os principais sintomas do overtraining são: queda no rendimento esportivo, aumento do sono, perda de apetite, depressão e desmotivação. Sendo que alguns indicadores podem aparecer antes da diminuição do rendimento. É importante que o atleta e o treinador responsável estejam atentos a isso, visto que a detecção desses sintomas precocemente pode acelerar o tratamento e reduzir os malefícios.

 

Não existe um indicador universal para o diagnóstico do overtraining, mas alguns parâmetros são encontrados com frequência, por exemplo, diminuição do VO2max em teste incremental até à exaustão; diminuição da frequência cardíaca máxima (cerca de 5-10 bpm); diminuição dos eosinófilos, testosterona, noradrenalina, hematócrito, eritrócitos e hemoglobina e aumento da enzima creatina quinase (indicando possível lesão muscular). Mesmo não sendo consenso, a verificação desses parâmetros constantemente pode ajudar a prevenir ou detectar o overtraining em fase inicial.

 

Para a prevenção do overtraining, o melhor a ser feito é a periodização do treinamento, repouso adequado, alimentação equilibrada para uma correta reposição do glicogênio muscular, assim como ingestão de nutrientes que reforcem o sistema imunológico, como a glutamina. Alguns autores citam que “o tratamento mais adequado para o atleta que está em overtraining é o repouso, que em geral não deve ser inferior a 5 semanas, com sessões crescentes de atividade aeróbia. A completa recuperação pode levar 12 semanas e a individualidade biológica de cada atleta deve ser respeitada”.

Portanto, deve-se ficar atento a todas essas variáveis, visto que o overtraining pode ter consequências drásticas, como o completo abandono da carreira esportiva.

 

 

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