ÓLEO DE COCO REALMENTE EMAGRECE?

oleo de cocoNos tempos atuais a busca incansável pelo corpo perfeito, emagrecimento e a perda da gordura em excesso, refletiu em uma grande procura pelo óleo de coco, que, pela enorme influência da mídia esse produto se tornou uma saída milagrosa para a redução de peso, entretanto, é necessário conhecer mecanismo de ação do óleo de coco no organismo e com isso avaliar os reais benefícios que esse produto pode trazer a saúde.

O coco é composto pela carne branca e pela água do coco, sendo que, o óleo é, em geral, extraído a frio a partir da massa do coco, constituído principalmente de ácidos graxos saturados dos quais: 46 % de ácido Láurico (12:00), 17% Mirístico (14:00), 9% Palmítico (16:00), possuindo apenas 10 % de gordura poliinsaturada. Diferente da maior parte de gordura saturada, o óleo de coco, por ser rico em ácido Láurico, possui de 70 – 80 % de triglicerídeos de cadeia curta (TCM), com isso, possui um metabolismo diferente, que não participa do ciclo do colesterol e não é estocado na forma de gordura.

Os TCMs liberam ácidos graxos com cadeias mais curtas de carbono possibilitando uma absorção independente da conversão em quilomícrons, sendo absorvidos para a corrente sanguínea e transportado com maior facilidade para o fígado carreado com albumina, esse transporte para a mitocôndria é independente da carnitina palmitoil transferase (CPT), o que possibilita uma rápida oxidação dessa gordura.

Um possível mecanismo para explicar o emagrecimento com o uso do óleo de coco seria por, uma ação secundária a oxidação hepática desses ácidos graxos, aumentando a termogênese que eleva o gasto energético total. Outro fator importante é o da saciedade, pois, por o óleo de coco ser uma gordura, ele aumenta o tempo de esvaziamento gástrico, o que vai garantir uma sensação de saciedade por um período de tempo maior, evitando refeições com intervalos menores e auxiliando na redução da quantidade de alimentos a serem ingeridos.

Apesar de todos os benefícios prometidos pelo óleo de coco, os estudos ainda são escassos em relação à dose/resposta do uso como suplementação, sendo importante considerar que, apesar de possuir uma melhor composição que outras fontes de gorduras saturadas, o óleo de coco deve ter uma ingestão restrita, não ultrapassando a recomendação de 7% do valor calórico total da dieta.

 

Mayara Cardoso faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UNEB.

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