Você conhece o “MUSCLE FULL” EFFECT?

MuscleO “muscle full” effect, ou efeito do músculo cheio, foi uma hipótese proposta por Atherton e colaboradores, com base em sua pesquisa em 2010. Neste estudo, eles sugerem que a síntese de proteína muscular aumenta após ingestão de aminoácidos e é atenuada após o tempo, retornando aos níveis basais, mesmo com uma disponibilidade contínua de aminoácidos essenciais na circulação. Este achado coincide com outra pesquisa, de Areta e colaboradores (2013), que demonstra um limite de síntese de proteínas musculares a uma dose oral de cerca de 20g de proteína de alta qualidade e rápida digestão. O estudo de Atherton foi um marco e vêm levantando muitas investigações a respeito dessa hipótese.

O “muscle full” effect se baseia na bioquímica da ativação da síntese proteica. Então, na presença de quantidades suficientes de insulina (níveis maiores ou iguais a 20-30mU/L) ou de fator de crescimento, que pode ser induzido pelo exercício de força (IGF-1), juntamente com aminoácidos, principalmente a leucina, a atividade do mTOR complexo 1 (mTORC1) é estimulada, e esta, é considerada necessária e suficiente para a hipertrofia muscular. Porém, o ponto fundamental de discussão do estudo foi a redução gradual da síntese proteica muscular antes da queda de moléculas sinalizadoras da ativação do mTORC1.

Atherton e colaboradores (2010) explicam que uma vez que o músculo atinge a absorção máxima de aminoácidos, quaisquer aminoácidos adicionais não seriam usados como substrato para a síntese de proteínas musculares, sendo desviados para oxidação. Adicionalmente, o estudo de Areta e colaboradores (2013) demonstrou que comer a cada 3 horas, em vez de a cada 1,5h ou 6h, é consideravelmente melhor em relação à síntese proteica muscular, e que, em doses orais acima de 20g, esses aminoácidos extras seriam oxidados.

Porém esses estudos apresentam alguns vieses, como o caso de os participantes estarem em jejum, o que compromete a disponibilidade de ATP, que é um dos fatores limitantes para a síntese de proteínas musculares.

Para a maioria das pessoas, um padrão de alimentação intermediária (6 refeições/dia) pode ser mais adequado para a hipertrofia muscular, com base nos dados apresentados por esses estudos, com cada refeição fornecendo uma quantidade de aproximadamente 20g de proteínas, para ajudar a manter um bom padrão aminoacidemia durante o dia. Para um maior suporte em uma alimentação que seja adequada para o seu ritmo de vida, procure um nutricionista.

 

Marina Marina Vilpert faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UFBA.

 

 

 

 

 

 

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