Coenzima Q10 e sua bioinfluência

Q10Necessária para o bom funcionamento dos órgãos e reações bioquímicas, a ubiquinona é uma molécula lipossolúvel, encontrada em todo corpo humano, mas especialmente nos tecidos potencialmente consumidores de energia como coração, rins, fígado e cérebro. Esta molécula que também pode ser chamada de ubicarenona ou Coenzima Q10 e abreviada como CoQ10, Q10 ou Q, é um componente essencial da cadeia transportadora de elétrons e participa da respiração celular aeróbica, auxiliando a geração de energia na forma de ATP.

A Q10 é usada por milhões de pessoas, não só em todo mundo como um suplemento nutricional, mas como uma alternativa terapêutica.

Apesar de alguns estudiosos fincarem que a utilização de Q10 permanece controversa e não comprovada como um tratamento de várias condições clínicas, a literatura traz a associação do seu uso com determinadas condições clínicas, tais como insuficiências: cardíaca, neurológica, e imunológica. Q10 também é mencionada para os tratamentos de doenças hereditárias ou adquiridas que limitam a produção de energia nas células do corpo (doenças mitocondriais), para fortalecer o sistema imunológico de portadores do HIV/SIDA, infertilidade masculina, enxaquecas e no combate a dores musculares causadas por estatinas. A suplementação de Q10 no esporte, apesar de contraditórios, os estudos evidenciam a possibilidade de redução da sensação de fadiga subjetiva e melhora no desempenho do exercício físico, por modular a sinalização inflamatória, reduzindo o dano muscular subsequente. O suporte nutricional e/ou médico é imprescindível para melhor dosar e orientar esta suplementação nas específicas situações supracitadas quando necessário.

Alguns aspectos devem ser referendados quanto à suplementação desta molécula singular, como a forma pela qual esta é formulada e sua interação com fármacos. Além disso, o uso de estatinas e betabloqueadores pode levar a inibição de até 40% da produção de Q10, por participar da mesma via de produção do colesterol, assim como anticoncepcionais orais e antidepressivos tricíclicos também favorecem a sua não produção.

Apesar do alto custo, considerando a multidão de adeptos a estes fármacos e a busca por métodos alternativos para tratamentos de enfermidade e melhora de desempenho esportivo, pensar na possibilidade de assistência suplementar de Q10 pode ser um potencial recurso para o aumento da expectativa de vida e alcance de objetivos, recordando que com a idade avançada os níveis de Q10 também são reduzidos. 

 

Lara Lara Gabriela faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UNEB.

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