Qual a importância dos eletrólitos sobre o desempenho?

eletrolitosEspecialmente nos exercícios de longa duração e sob temperaturas elevadas como na capital Baiana: água, eletrólitos e estoques de glicogênio são constantemente depurados e caso estes não sejam repostos é inevitável a diminuição gradativa do desempenho e o aparecimento da exaustão. A fim de otimizar sua performance dentro da prática esportiva, que tal conhecer mais sobre estes mecanismos?.

Com ênfase no mecanismo termorregulatorio, o hipotálamo possui papel fundamental na regulação da temperatura corpórea, uma vez que é capaz de detectar a temperatura sanguínea e central do organismo a partir do fluxo sanguíneo circulante. Caso esta esteja elevada, como na prática da atividade física, uma resposta eferente é enviada e mediada pelos receptores adrenérgicos dos vasos sanguíneos levando-os a vasodilatação periférica e desvio sanguíneo para a pele. Em seguida, os receptores colinérgicos das glândulas sudoríparas são estimulados no aumento da produção e evaporação do suor que ocasionam na diminuição da temperatura sanguínea e corporal (GISOLFI et al, 1992).

O suor, portanto, é a forma mais eficaz que o corpo possui de controle de temperatura em resposta ao aquecimento. Porém, além de uma perda de água é importante salientar que junto a ela há também uma saída de eletrólitos – de semelhante relevância – devendo ser repostos a fim de evitar sérios transtornos agudos orgânicos, como a hiponatremia (MARALS et al, 2007).

Os eletrólitos podem ser definidos como substâncias que solubilizados em água dissociam-se em íons. Entre os principais tipos encontrados, têm-se os sais orgânicos: sódio, potássio e magnésio. Nos fluidos corpóreos, estes elementos desenvolvem importantes propriedades durante a atividade física como: a manutenção do volume e osmolaridade sanguínea para um adequado transporte de oxigênio, metabólitos e moléculas regulatórias; atuam na termorregulação como supracitado; promovem a homeostasia enzimática e muscular ao controlar a pressão osmótica e a permeabilidade das membranas e estão ainda relacionadas com o equilibro acido-básico no organismo.

Sua deficiência em quantidades equivalentes a 5% podem levar á sintomas como: cãibras musculares, exaustão por hiperaquecimento, confusão mental, cefaleia, desorientação, coma e até a morte (CLARK, 1998). Os estudos mostram que a quantidade de perda de sódio pode ser menor em atletas aclimatados em relação aos não aclimatados, demonstrando a importância da ambientação no período anterior a prova; e que apesar do sódio possuir uma perda inferior a de potássio, sua reposição é limitada a ingestão exógena o que o configura como uma preocupação maior nas atividades de longa duração.

Como visto, é indiscutível o cuidado que deve ser tomado com a reposição dos fluidos corporais e dos eletrólitos perdidos durante a prática esportiva a fim de que seja possível, prevenir o aparecimento de manifestações físicas e distúrbios metabólicos que levam ao desenvolvimento de fatores limitantes como a fadiga e a incapacidade de manter o rendimento físico.

Mas, qual a quantidade? Como e Quando suplementar eletrólitos? Estas respostas só podem ser obtidas através de um acompanhamento adequado e individualizado de acordo com suas necessidades específicas, por isto, procure um nutricionista!

 

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