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HMB (β-hidroxi-β-metilbutirato) Metabólito da Leucina

HMBHMB é produzido naturalmente em animais e humanos a partir do aminoácido leucina. O primeiro passo na produção de HMB é a transaminação reversível da leucina-α ceto-isocaproate (KIC) pela enzima ácido amino-transferase. Depois a leucina é metabolizada a KIC no fígado, ou é metabolizada em isovaleril-CoA pela desidrogenase enzymeα-cetoácido na mitocôndria, ou em HMB no citosol, pela enzima α-ketoisocaproate dioxygenase. KIC é primariamente metabolizado em isovaleril-CoA, com apenas cerca 5% de leucina sendo convertida em HMB. Para colocar este em perspectiva, uma pessoa precisaria consumir mais de 600 g de proteína de alta qualidade para obter a quantidade de leucina (60 gramas) necessária para produzir o típico de 3 g de dosagem diária de HMB utilizado em estudos com seres humanos como o consumo desta quantidade de proteína é impraticável, aumentou a via suplementação dietética com HMB.

 No citosol dos hepatócitos e das células musculares, o HMB é primeiro convertido em β-hidroxi-β-metilglutaril coenzima A (HMG-CoA) e pode seguir dois caminhos metabólicos distintos. O primeiro ocorre por meio da ação de uma enzima chamada HMG-CoA redutase, a qual converte HMG-CoA em colesterol. O segundo ocorre por meio da enzima HMG-CoA sintetase que converte HMG-CoA em acetil-CoA, que é um substrato para geração de energia.

Atualmente, têm sido usadas duas formas de HMB: Cálcio HMB (HMB-Ca) e uma forma de ácido livre de HMB (HMB-FA). O HMB-FA podem aumentar a absorção e retenção no plasma de HMB em maior proporção que HMB-CA. No entanto, a pesquisa com HMB-FA está em iniciação, e não há pesquisa suficiente para suportar se a forma é superior. A dose recomendada é baseada nos níveis efetivos observados em estudos clínicos de 3 g/dia, administrada em três doses fracionadas.

Em 2013, a Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva (ISSN) divulgou sua posição quanto ao uso do HMB, com base nos estudos realizados sobre este suplemento nutricional, concluindo que este pode ser usado para melhorar a recuperação induzida pelo exercício atenuando a lesão muscular esquelética em populações treinadas e não treinadas e pode ser utilizado por populações jovens e idosas.

De qualquer forma, parece que o maior benefício do HMB reside na redução do catabolismo proteico, o que, consequentemente, resultaria em ganhos maiores no volume muscular e na força quando combinado com treinamento contra-resistência. Porém o HMB estimula a síntese de proteínas no músculo esquelético através do estimulo ao mTOR, atuando também sobre o hormônio de crescimento(GH) e o fator de crescimento semelhante a insulina(IGF1) mecanismos que ainda precisam ser esclarecidos pela literatura..

Muitos estudos mostram a eficácia do uso da suplementação com o HMB principalmente por seu efeito anticatabolico e assim associado ao exercício físico haverá estimulo a síntese proteica e melhora a recuperação muscular.

 

AnaClaudia Ana Claudia faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela São Salvador.

 

 

 

 

 

 

 

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2 comentário

MÕNIKA 10 de novembro de 2015 at 13:20

Por favor gostaria de saber qual a referência utilizada para as informações sobre as formas usadas de HMB?

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Lara Cerqueira 10 de novembro de 2015 at 15:47

Olá Monika,
Encaminhamos os artigos para o seu e-mail.
Agradecemos o interesse. Estaremos sempre a disposição!

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