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Desidratação e Exercício

 

 

 

 

 

 

 

 

 

soroO organismo pode ter uma desidratação durante o exercício devido a uma perda hídrica através da sudorese, com aumento da osmolalidade, da concentração de sódio no plasma e diminuição do volume plasmático. Quanto maior a desidratação, menor a capacidade de redistribuição do fluxo sanguíneo para a periferia, menor a sensibilidade hipotalâmica para a sudorese e menor a capacidade aeróbica para um dado débito cardíaco.

Os efeitos fisiológicos da desidratação induzida pelo exercício têm sido estudados através da comparação de diversas respostas fisiológicas de indivíduos quando estes não repõem as perdas de líquido durante um exercício prolongado, ou as repõem parcial ou totalmente. Há uma diminuição no volume plasmático com o início do exercício. Esta redução é influenciada pelo tipo e pela intensidade do exercício, assim como pela postura adotada. Subsequentemente, há uma redução progressiva do volume plasmático associada ao exercício, que pode ser compensada pela ingestão de líquidos durante o mesmo. A variação no volume é menor quando a ingestão de líquidos é maior e pode ser prevenida se a taxa de ingestão de líquidos for igual à taxa de perda de líquidos.

O aumento na osmolalidade plasmática e na concentração de sódio no plasma durante o exercício muitas vezes se correlacionam com o aumento na temperatura esofagiana, devido ao estímulo para a redução na sudorese que acontece em maiores níveis de desidratação. Isto sugere que uma importante meta da ingestão de líquidos durante o exercício pode ser prevenir variações na osmolalidade e na concentração plasmática de sódio. Alguns estudos têm mostrado que a taxa de sudorese diminui com o aumento dos níveis de desidratação. No estudo de Montain et al.(1995), nove indivíduos realizaram exercícios em ambiente quente em três intensidades diferentes e sob três níveis de hidratação:0% (eu-hidratado), 3% e 5% (hipoidratados). Encontrou-se que, quanto maior o percentual de desidratação, maior o limiar para a sudorese, menor a sensibilidade para a sudorese e menor a produção de suor.

Segundo Bergeron (2000) a pratica de exercícios por atletas pode acarretar em desidratação a uma velocidade de aproximadamente 1 a 2,5 litros por hora de exercício. Se a desidratação for equivalente a aproximadamente 7% do peso corporal, aumenta-se o risco de colapso circulatório e hipertemia (Guerra, 2002).

A desidratação pode comprometer o desempenho durante o exercício e aumentar os riscos associados ao esforço e ao calor. Além disso, segundo a National Athletic Trainer’s Association, os indivíduos não ingerem voluntariamente água suficiente para prevenir a desidratação durante uma atividade física. Por outro lado, o excesso de ingestão de líquidos deve ser evitado, uma vez que também pode comprometer o desempenho e a saúde do indivíduo. Têm sido propostas em consensos internacionais recomendações sobre a hidratação com o intuito de minimizar os efeitos negativos das perdas hídricas sobre as respostas fisiológicas ao exercício.

Contudo a manutenção do estado de hidratação é importante para manutenção do desempenho e saúde do atleta. Porém e necessário procurar um profissional Nutricionista para adequar as suas necessidades nutricionais individuais sobre a sua hidratação de acordo ao exercício executado.

 

AnaClaudia Ana Claudia faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela São Salvador.

 

 

 

 

 

 

Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br.

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