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DIFERENÇAS ENTRE ÔMEGA 3 ANIMAL E VEGETAL

omega-3Ácidos Graxos Poli-insaturados Ômega-3 (n-3 PUFA) constituem um termo genérico que se refere a um conjunto de lipídios que possuem uma insaturação, ou dupla ligação, na posição n-3 das cadeias hidrocarbonadas. Como os mamíferos não apresentam enzimas que possuem habilidade de inserir dupla ligação nessa posição, esses ácidos graxos são considerados essenciais. São exemplos de n-3 PUFA os Ácidos Graxos Alfa-linolênico(ALA), Docosahexaenóico(DHA) e Eicosapentaenóico (EPA) (OLIVEIRA et al,2012).

São fontes de n-3 PUFA alimentos de origem vegetal e animal. Os alimentos de origem vegetal terrestres são ricos em ALA, que no organismo humano pode ser convertido a EPA e DHA. A maior parte dos alimentos de origem marinha são fontes de ambos, porém apresentam predomínio de DHA na composição. O ácido graxo ômega-3 encontra-se nos vegetais de folhas verdes, nos óleos de linhaça, canola, soja, nozes, óleo de cânhamo, óleo de camelina e óleo de sementes de chia, nas fontes animais leites, frango e principalmente nos animais marinhos.

Muitos alimentos ricos em n-3 PUFA também apresentam alto teor de Ácidos Graxos Poli-insaturados Ômega-6 (n-6 PUFA). Como a razão n-6/n-3 parece ser mais importante que a quantidade absoluta de n-3 na dieta, a redução do consumo de n-6 e aumento do consumo de n-3 é indicada.

Os ácidos graxos da família do ômega 3, desempenham papel importante na síntese de alguns componentes envolvidos no processo inflamatório, nomeadamente na síntese de prostanóides da serie 3 e leucotrienos da serie 5, compostos que apresentam capacidade anti inflamatória importantes no organismo.

Os vegetais terrestres e marinhos podem sintetizar ácidos graxos a partir de precursores mais simples e os peixes e outros animais podem alongar e dessaturar estes ácidos graxos transformando-os em ácidos graxos poli-insaturados (PUFAS). Em contrapartida, os mamíferos apesar de possuírem a capacidade para alongar e dessaturar os ácidos graxos para transformá-los, posteriormente, em ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa, só o fazem a partir de precursores que devem estar presentes na constituição de sua dieta nutricional (Brenner, 1987). Este é o caso dos ácidos pertencentes à série ômega

As fontes de ômega 3 animal e vegetal apresentam benefícios a saúde porém os peixes marinhos já contêm os ácidos graxos de cadeia longa EPA e DHA em sua composição pré-formados e no óleo de linhaça e algumas fontes vegetais , ao contrario, devem ser convertidos no organismo e como o ômega de fontes animais tem mais afinidade pelas enzimas isso o  torna mais disponível.

Em função do estilo de vida moderno e do consumo de uma dieta desbalanceada e muitas vezes pobre em alimentos fontes de ômega 3, se torna cada vez mais importante prestar atenção especial ao consumo de alimentos e/ou suplementos que forneçam ácidos graxos ômega-3 nas quantidades necessárias.

 

AnaClaudia Ana Claudia faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela São Salvador.

 

 

 

 

 

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12 comentário

Ruana 23 de outubro de 2015 at 21:58

Podem me enviar esse artigo?

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Lara Cerqueira 26 de outubro de 2015 at 14:45

Olá Ruana,
Enviamos para o seu e-mail. Agradecemos o interesse!

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Fernando vieira do nascimento 14 de maio de 2016 at 21:07

Gostaria de leresse artigo também.Sou estudante de nutrição e quero mais esclarecimentos sobre.Obrigado.

Responder
Lara Cerqueira 16 de maio de 2016 at 16:57

Olá, Fernando.
Enviamos-lhe o material solicitado por e-mail.
Ótima leitura!

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Karine Mansano 28 de abril de 2017 at 22:50

Poderia me enviar este artigo?

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Jannine Dantas 1 de julho de 2017 at 09:11

Olá, Karine!

Enviamos-lhe um e-mail com o material científico em anexo. Estamos a disposição para maiores esclarecimentos.

Responder
Juscilene Bitencourt de Moraes 7 de maio de 2017 at 23:12

Gostaria de mais informação sobre o ômega 3

Responder
Jannine Dantas 1 de julho de 2017 at 09:16

Olá, Juscilene!

Enviamos-lhe um e-mail com o material científico em anexo. Estamos a disposição para maiores esclarecimentos.

Responder
Ana Carla Carvalho Silva 16 de maio de 2017 at 19:48

Olá boa noite! Gostaria de ter esse artigo também! Tenho interesse. Desde já agradeço!
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Responder
Jannine Dantas 26 de julho de 2017 at 10:52

Olá, Ana!

Enviaremos para seu e-mail o material. Estamos a disposição para maiores esclarecimentos.

Responder
Cintia Ferraz de abreu 19 de junho de 2018 at 11:09

Sou alérgica a camarão tem problemas em Tomar produtos que contenha ômega 3 e 6

Responder
Lara Cerqueira 22 de junho de 2018 at 10:08

Olá, Cintia.
Se o seu processo alérgico é apenas com o camarão, não é indicado consumir o óleo de krill (fonte de ômega 3), pois é um crustáceo da família dos camarões.

Estamos a disposição para maiores esclarecimentos.

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