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Proteína do Arroz: Será que vale a pena?

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O Brasil possui uma grande e vasta culinária, mas dentre os pratos típicos mais famosos e ordinariamente utilizados é indiscutível a presença do “feijão com arroz” no topo de sua lista. O ministério da saúde prevê ainda em seu guia alimentar para a população Brasileira a necessidade inerente da ingestão destes alimentos diários, por se constituírem importantes fontes de carboidratos e proteínas como complementar á construção de uma alimentação saudável e equilibrada.

O arroz de forma isolada é um cereal com baixo índice proteico, podendo variar de 4,3 á 18,2% de acordo com as características genotípicas do grão; pela presença de adubação nitrogenada no solo ou não; intensidade de radiação solar e temperatura utilizada durante o seu desenvolvimento. Porém, atualmente este fato não é limitante para a indústria de alimentos uma vez que com o desenvolvimento de técnicas de processamento já é possível concentrar suas proteínas em até 90%. Assim, com objetivo de aliar uma preferência nacional produzido em larga escala e a busca por opções mais viáveis de proteínas de origem vegetal surge no mercado: a proteína do farelo do arrozEm relação à proteína de soja, seu produto se apresentar com características positivas ao ser: hipoalergênica, facilmente digerida, de alto valor biológico, com velocidade de absorção considerável e rica em aminoácidos como a albumina (10-12%); globulina (12-17%); prolamina (2-3%) e glutelina (68-72%). O arroz possui ainda, aminoácidos livres localizados principalmente no gérmen (594,9mg100g) e no farelo (361,4mg100g) com pequena concentração no endosperma (52,7mg100g), sendo predominantemente compostos de aspartato e glutamato.

Devido ao fato da qualidade da proteína depender e estar intimamente relacionado com seu perfil de aminoácidos, o arroz apresenta apenas a lisina como seu aminoácido limitante mesmo este estando em boas concentrações comparado a outros cereais. Por isso, pesquisas já vêm sendo conduzidas a fim de melhorar o seu perfil de aminoácidos para que se obtenha o aumento das concentrações de lisina, metionina e cisteína através de modificações genéticas (Zheng et al, 1995).

Em relação às proteínas de origem animal esta proteína também apresenta uma desvantagem quanto ao seu perfil de aminoácidos por conter pequenas concentrações de leucina. A leucina como já é sabido, é um aminoácido importante para estimulo da síntese muscular através da Mtor no estimulo ao maior ganho de massa muscular no pós-exercicio. Existe apenas um estudo na literatura que compara estas duas proteínas juntos a atividade física, onde demonstra ser necessário o uso aumentado das quantidades ingeridas da proteína do arroz para que assim ela possa atingir o limiar de leucina recomendado e possuir os efeitos da sua suplementação similares á da Whey Protein do ponto de vista estatístico.

È valido ressaltar que os resultados foram obtidos á curto prazo, sendo necessários estudos de uso crônico para podermos avaliar de forma segura seu uso em potencial. Mas, em relação à proteína de soja como já supracitado, a proteína do arroz já se configura como uma excelente opção de suplemento proteico aos atletas e desportistas que fazem adepto ao seu uso eou aos vegetarianos restritos no incremento de sua dieta visando suprir suas necessidades diárias

 

Alessandra Nóbrega faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UNEB.

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