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Diferentes funções da cafeína

     cafeinaMuitos associam o uso da cafeína somente ao emagrecimento, mas acabam esquecendo-se de todas as suas funcionalidades. A cafeína membro da família das metilxantinas pode ser encontrada em alguns chás (chá preto, chá verde), cacau, café, chocolate, sendo comumente ingeridas na forma de chá, café e bebidas carbonadas (coca-cola), lembrando que sua forma mais biodisponível é a anidra (encontrada em alguns suplementos).

     A cafeína atua no sistema nervoso central sendo um antagonista da adenosina (neurotransmissor inibitório), além de ter a capacidade de alterar o substrato energético, priorizando assim a utilização de gordura como fonte de energia e, por conseguinte o uso de glicogênio livre aumenta a secreção de B-endorfinas durante o exercício, reduzindo a percepção de dor e fadiga, melhora a resposta termogênica (aumenta a temperatura corporal), modula a função neuromuscular e/ou contração muscular esquelética e tem ação diurética em alguns casos.

     A cafeína é rapidamente absorvida pelo trato gastro intestinal e metabolizada pelo fígado dando origem a três metabólitos: paraxantina, teofilina e teobromina. Move-se com muita eficiência pelos tecidos e pela barreira hematoencefálica, por ser solúvel em meio lipídico (membrana das células). A partir de 15 minutos após a ingestão os níveis de cafeína séricos se encontram maiores tendo seu pico em uma hora após sua ingestão, entre 3 a 6 horas essa concentração tende a se normalizar. A dose de utilizada varia muito entre os estudos, doses entre 3 a 6mg/kg de peso são utilizadas para modalidades de endurance e de força.

     Para atletas de endurance a cafeína é muito importante, pois, retarda a fadiga inibindo a adenosina aumentando com isso o tempo de prova (tempo em que o atleta “pifa”) além de ser responsável por aumentar a lipólise, sendo essa a principal via metabólica dessa modalidade esportiva, garantindo glicose e fosfocreatina para o sprint final. Na hipertrofia seu potencial é muito esquecido porém não se faz menos importante. Com o aumento da oxidação lipídica há uma maior reserva de glicose muscular disponível, como consequência o atleta aumenta e melhora o numero de repetições e séries, que acaba por gerar uma maior lesão na musculatura esquelética (processo que gera a hipertrofia), além de preservar os estoques de fosfocreatina (principal via metabólica para explosão muscular) que irá proporcionar uma força extra e um maior volume muscular, melhora o foco e a concentração e de quebra reduz o percentual de gordura (importante para a estética do atleta). Diante de todos esses benefícios a cafeína pode proporcionar muito além de uma ação termogênica, lembrando que também é um excelente termogênico. 

 

 

Celso Carvalho

 

 

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