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DISBIOSE INTESTINAL E O USO DE PROBIÓTICOS

           dor barriga “A má digestão é a causa de todo o mal”, Hipócrates já propunha a teoria que o desequilíbrio do trato gastro intestinal estava relacionado com o aparecimento de diversas doenças, afetando de maneira negativa a saúde do ser humano. A disbiose intestinal é definida pela alteração da qualidade e quantidade das bactérias intestinal, conhecida como microbiota, sendo caracterizada pelo aumento das bactérias nocivas  ao longo do intestino, com isso,  a absorção dos nutrientes pode ser alterada por sintomas de má absorção, interação entre os nutrientes, alteração da permeabilidade intestinal, diminuindo a seletividade na absorção de substâncias como açúcares intactos, toxinas, proteínas ou peptídeos não digeridos que levam a fadiga do sistema imunológico, além de alterações dermatológicas como acne, dermatite e urticária.

            Entre as possíveis causas da disbiose estão a idade, o estresse, uso de medicamentos, hospitalização, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a disponibilidade de fibras solúveis que são fermentáveis a essa microbiota intestinal, a má digestão, o tempo de trânsito e  pH intestinal, o estado imunológico do hospedeiro e podendo destacar os maus hábitos alimentares.

            A alimentação pode ser considerada como um dos fatores comportamentais que mais influencia a qualidade de vida das pessoas. A escolha do alimento é um processo voluntário e consciente, influenciado por fatores culturais, econômicos, psicológicos e fisiológicos, no qual esses fatores irão contribuir para a formação do hábito alimentar de cada indivíduo, podendo este ser saudável ou não.  Devido ao atual ritmo de vida da maior parte da população, os alimentos naturais como frutas e verduras fontes de vitaminas, minerais e fibras estão sendo substituídos por produtos industrializados ricos em aditivos químicos, sódio e baixa qualidade nutricional.

            A microbiota intestinal saudável conserva e promove o bem estar e a ausência de doenças, especialmente do trato gastrintestinal, sendo capaz de formar uma barreira contra os microorganismos invasores, potencializando os mecanismos de defesa do organismo, possuindo ação imunomuduladora que estimula o desenvolvimento do sistema imunológico intestinal, antibacteriana atuando como uma barreira mecânica competindo com os sítios de ligações das bactérias nocivas e função metabólica promovendo a síntese de ácidos graxos de cadeia curta, vitaminas K e B, auxiliando nos efeitos de fitoterápicos e melhor eficiência na digestão e absorção dos nutrientes.

            O tratamento da disbiose é realizado através da alimentação, aumentando o consumo de alimentos ricos em fibras como frutas, raízes, vegetais e evitar ao máximo o consumo de alimentos alergênicos e inflamatórios como açúcar, farinha refinada, alimentos com lactose, glúten e leguminosas. Deve associar o uso de probióticos que são microorganismos vivos que, atuam no intestino promovendo o equilíbrio da microbiota intestinal que devem ser de origem humana; ter propriedades não patogênicas; ser resistente ao processamento tecnológico; apresentar-se estável em meio ácido e aderir ao tecido epitelial alvo. Os probióticos são classificados em Lactobacillus, Bifidobacterium e Streptococcus salivares, capazes de transformar quimicamente os alimentos, facilitando a digestibilidade.

 

MayaraMayara Cardoso faz parte da equipe de Nutrição da SNC de Salvador. Ela é graduanda em Nutrição pela UNEB.

 

 

 

 

 

 

 

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